quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Invictus: Uma história de força e superação para um time e para um país


Para voltar a ativa neste blog de uma recém diplomada jornalista, nada melhor do que entrar no clima de uma das principais notícias do dia, os 20 anos da libertação de Nelson Mandela, e assistir a um filme que conte uma parte representativa de sua biografia: Invictus.
O longa dirigido por Clint Estewood, trata de uma das maiores "ferramentas" utitilizadas por Nelson Mandela, quando assumiu a presidência da África do Sul, para acabar com a segregação racial: o rugby.
Uma das primeiras cenas de Invictus cai como uma luva para demostrar, de cara, o clima de separação entre raças, no qual vivia o país: de um lado, um jovem time de rugby, composto só por meninos brancos, treina o esporte com a presença de um técnico, equipamentos e uniformes; do outro lado da rua, um grupo de garotos negros, disputam uma partida de futebol em um campinho de várzea, cada um por si, a maioria descalsos e sem camisa. Temos ali a realidade da África do Sul, até a década de 90.
Invictus, o título de um poema de 1875, de William Ernest Henley, lido por Mandela como uma válvula de escape, durante os 27 anos em ficou preso, foi a inspiração para denominar o filme. Após sua saída da prisão, Mandela, interpretado por Morgan Freeman, se torna, em 1994, o primeiro presidente negro da África do Sul, um país em que durante anos os negros, mesmo representando a maioria, não tinham nenhum direito político, social ou econômico.
Para diminuir o sentimento de separação entre negros e brancos, que presistia após sua eleição, Mandela tinha que encontrar uma forma de agradar ambos os lados. E foi na Copa Mundial de Rugby, que ele vislumbrou esta oportunidade. Na época, o rugby era um esporte apreciado exclusivamente por brancos, sendo, então, repudiado pelos negros. Mesmo assim, Mandela manteve fixa a ideia de que, se a seleção de rugby fosse campeã da Copa Mundial, defendendo o nome de seu país, automaticamente, todos os sul africanos se uniriam em torno deste acontecimento. Ele procurou então, o capitão da seleção, François Pienaar, interpretado por Matt Damon, para demonstrar seu apoio à equipe, que não se encontrava na sua melhor fase, e falar sobre a importância que a vitória teria para o país. E Pienaar resolve antrar na briga pelo título mundial.

Em torno deste acontecimento, Invictus se desenrola de maneira cativante, não só por transmitir toda a vibração que os jogadores de rugby demostram em campo, mas, também, por mostrar um pouco mais da realidade que Nelsom Mandela teve de enfrentar e tentar reverter. Na história, podemos conhecer, ainda, traços distintos de sua personalidade, que demostram mais claramente o porquê ele se tornou um líder tão importante para a história daquele país. Desta forma, Invictus representa não só a força e superação de uma seleção de rugby para vencer um Campeonato Mundial, mas, também, a força a e superação de um país.
Os atores centrais da história, Morgan Freeman e Matt Damon, pela atuação no filme, estão concorrendo ao Oscar, respectivamente, como Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante. Se levarem os prêmios, são merecidos, pois ambos atuam com plenitude no longa, principalmente Morgan Freeman, ator aclamadíssimo, que dispensa maiores comentários. Uma curiosidade sobre seu papel é que, em 1990, quando Nelson Mandela escreveu sua auto-biografia, ao ser perguntado sobre, se o livro ganhasse as telas de cinema, quem ele gostaria de ver interpretando seu personagem. A resposta foi, Morgan Freeman. Alguns anos mais tarde, eis se desejo realizado.

Confira o trailer:

3 comentários:

Klaus disse...

Esse filme é muito tri!
Esse blog é muito tri!
Esse texto é muito tri!
Esse Rugby é muito tri!
Esse logo é muito tri!

Parabéns Lizzý!

Lisiane de Assis disse...

Hahaha! Obrigada!

alessts disse...

O Blog ficou DEEEEEMAAAIISSSS!!!
Beijo!