Um pouco de cinema
Laranja Mecânica

Se nos referirmos aos dias de hoje, a história permanece atual: jovem de classe média-alta, bons pais, boa criação, mas que sem nenhum motivo aparente começa a espalhar violência por onde quer que passe. O atos variam: arruaças, agressões, estupro. Tudo isso sem deixar que os pais desconfiem de nada, claro.
O filme deflagra, também, um outro tipo de violência, a do governo, amparada pela lei, que evidencia o despreparo das autoridades para lidarem com a violência praticada em todos os níveis da sociedade e a deficiência dos métodos de reabilitação. 

O filme, baseado em um livro do escritor Anthony Burgess, de 1962, preservou o dialeto utilizado por Alex, o personagem central, criado pelo autor do livro, que misturou palavras em inglês, russo e gírias. Outro aspecto que chama atenção, é a trilha composta por músicas clássicas, sobretudo por Beethoven, que prevalece nas cenas de violência, acompanhando a “insanidade” de Alex.
Pul Fiction


Outro aspecto que não se pode deixar de lado, são os diálogos, alguns longos, mas totalmente peculiares. Praticamente todos trazem pitadas de humor negro, mas a peculiaridade fica por conta dos assuntos tratados pelos personagens, como violência e drogas, de maneira natural e sarcástica. 

Pulp Fiction, Tempo de Violência (como foi traduzido para o Brasil), é composto por uma trilha sonora totalmente pop e , igualmente seu elenco, que traz Uma Thurman, John Travolta, Sammuel L. Jackson e Bruce Willis. Aliás, após o filme, tais atores e música pop se tornaram uma marca registrada nos filmes do diretor, como uma fórmula para o cinema de Tarantino.