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quinta-feira, 26 de maio de 2011

A emoção de estar bem perto de Paul McCartney


Quando Paul esteve em Porto Alegre em 2010, para seu primeiro show da turnê “Up and Coming” no Brasil, fomos assisti-lo na pista comum pensando que daria para enxergar bem. O show foi lindo, emocionante, obviamente. Mas ficamos com a sensação de sonho realizado pela metade, pois vimos um Paulzinho pequeno, sem distiguir seus traços e gestos, só mesmo através do gigantesco telão - ele pensa em todos mesmo. 


Quando surgiu os primeiros rumores sobre um show no Rio de Janeiro, vislumbramos uma grande chance, que pensávamos ser praticamente impossível: "Nunca pensei que ele pudesse vir a Porto Alegre, agora voltar ao Brasil será muito difícil". Felizmente, estávamos erradas, em seis meses aí estava ele de volta para nos fazer transbordar mais uma vez com essa energia inexplicável, que só ele é capaz de transmitir.


Depois de tudo confirmado, data, local, venda de ingressos, uma coisa ficou certa: só vamos a este show se for de Pista Prime, para dessa vez não perdermos a oportunidade de ver um Beatle realmente de perto. Com tanta determinação de nossa parte, o que parecia tão fácil, já começou como uma batalha. Nada de conseguir comprar ingresso na pré-venda. Nem mesmo na venda para o público em geral. Desolação total. Mas aí uma notícia surgiu como uma nova esperança: um segundo show. Nova ansiedade, agitação, nervosismo. Mas desta vez, as coisas foram tão fáceis que pareceu até brincadeira, o que foi difícil foi acreditar que no primeiro instante da pré-venda para o show do dia 23 de maio Ali, Juliana, Thati e eu estávamos com nossos ingressos comprados, tremendo e tentando falar ao telefone umas com as outras, em um misto de soluços pelas lágrimas de felicidade. Bom, com o mais difícil concluído, agora era só garantir as passagens para seguir rumo ao Rio no dia do show.


Com uma espera de pouco mais de um mês após a compra dos ingressos, muita coisa passou pela nossa cabeça, inclusive a realização de cartazes para uma tentativa de subir no palco, a exemplo das gurias que conseguiram este feito nos shows do ano passado. Como somos em quatro, a ideia era cada uma carregar uma letra para formar a palavra Help, que além de ser o nome da música e álbum dos Beatles, seria uma forma de chamar atenção. Ao virar os cartazes, cada um teria uma palavra para formar a frase: We want tattoo too (nós queremos tatuagem também), que não era a coisa mais original a se pedir, pois foi o que as meninas pediram em Porto Alegre, mas é a melhor maneira para marcar algo tão importante para nós. Claro que deixamos para a última hora e às vésperas do show estávamos fazendo os cartazes. Feitos com todo o nosso amor, ficaram lindos. 


Na noite de 22 para 23 de maio, não dormimos mais do que duas horas. Pouco mais de 5h rumamos para o aeroporto, pegar nosso vôo que saia às 7h05min. Munidas somente com os pertences mais necessários e nossos cartazes à tira colo, desembarcamos no Rio às 10h. Pegamos um táxi e partimos direto para a fila. Com pouco mais de 200 pessoas na nossa frente, garantimos nosso lugar ao sol a partir das 11h. E bota sol naquilo, a sensação era de uns 40ºC. Mesmo preparadas com nossos guarda-chuvas, o calor era muito forte e ao longo do dia, aumentava ainda mais a sensação de cansaço. Sorte que o Norte Shopping é bem próximo ao Engenhão, e pudemos nos revezar para ir almoçar decentemente e nos refrescar um pouco no ar condicionado. Sorte também, que alguém teve a brilhante ideia de fazer uma lista com nomes por ordem de chegada, que contemplou pelo menos os 300 primeiros, e a organização do evento se preocupou em presevar esta lista. Assim, na hora da correria da entrada, não teve aquele bolo de gente se atravessando uns na frente dos outros e ninguém foi prejudicado, como acabou acontecendo em Porto Alegre. 


Ainda na fila, já se via uma mistura de pessoas de todo o lugar do país e até de fora. É incrível como um músico como o Paul consegue atrair tantas pessoas, que não medem a distância que terão que percorrer, desde que consigam vê-lo. Alguns dos que vimos vinham de Belém, Florianópolis, Vitória e até Peru.
Depois de muito cansaço e espera, chegou o aguardado momento da abertura dos portões. Um pequeno alívio que seria seguido por uma nova espera de mais quatro horas ainda. Quando passamos a entrada, a exaustão deu lugar a um fôlego de maratonista. Todos correram para garantir o melhor lugar na Prime. Quando chegamos já haviam mais ou menos cinco filas de pessoas após a grade. Avistamos a pequena distância que nos separava do palco e a emoção rapidamente tomou conta. "Não acredito, é muito perto!". Fomos às lágrimas. Cheguei a ligar para meu namorado e minha mãe para dividir a notícia e mal pude falar, tamanha emoção.

O único erro da organização do show  foi a apresentação de abertura. Uma apresentação de um Beatle não pode ter show de abertura, ainda mais com um DJ tocando versões que quem é fã dos Beatles, definitivamente, não quer ouvir. Infelizmente o cara acabou sendo vaiado. Não devia, não tem culpa de ter sido convidado.

Por volta de uma hora antes do início do show, o aperto estava grande. Todos querendo chegar o mais próximo possível. Mas tínhamos que aguentar, afinal, saímos de Porto Alegre com o intuito de ver a doce carinha do vovô Paul de perto. Pontualmente às 21h30min. Sir. Paul McCartney adentra o palco, lindamente vestido com terno e gravata. Parecia mentira, mas ele estava bem ali na nossa frente. Podíamos até enxergar as gotinhas de suor que caíam do seu cabelo ao longo do show. 


Quanto aos nossos cartazes, combinamos de levantá-los somente durante os intervalos para troca de instrumento, para não atrapalhar ninguém. Mesmo assim, o pessoal foi muito incompreensivo e violento. Gritavam para abaixar cada vez que erguiámos. Até que uma de nós chegou ao extremo de levar um tapa na cabeça por isso, absurdo. Aí fomos obrigadas a desistir do nosso sonho, por uma intolerância desmedida. Mas não nos deixamos abalar e a emoção do show seguiu.

Cada música era especial. E a simpatia dele, incomparável. Sempre fazendo dancinhas, brincadeiras, se esforçando para falar português e até arriscando um "carioquês". Esses detalhes que fazem toda a diferença e nos cativam ainda mais. Desde o show Porto Alegre, quando ele chegou a se juntar ao coro e entoou o grito: "Ah, eu sou gaúTcho!", eu dizia que ele é o Paul, simplesmente um Beatle, não precisava fazer nada disso, que todos já amariam ele. Mas se preocupa em retribuir nosso carinho e adoração e faz muito mais e isso faz ele ser ainda mais especial para nós. 


Era evidente que ele e todos os músicos estavam se divertindo tanto quanto nós, o público. Seus sorrisos a todo momento não mentiam. 


Para mim, momentos de grande emoção são quando ele canta uma música e diz que a dedicou a algum dos ex-companheiros. É uma hora em que cai uma ficha gigante, faz pensar: "Pô, eles existiram de verdade e um deles está aqui na minha frente agora. Ajudou a criar tudo de lindo dos Beatles, esteve ao lado de John, George e Ringo, e está aqui agora". Isso não tem preço.


Outro momento de extrema euforia, foi quando surgiu I Saw Her Standing There no bis, uma música muito divertida do tempo dos Beatles e que normalmente não entra no setlist. Foi uma ótima surpresa.


Um show do Paul não deveria acabar. É essa a sensação que fica. E aumenta ainda mais a vontade de querer outros, e depois do "atê a prrroxima" dele ao encerrar a apresentação, parece que realmente podemos esperar por mais. E esse show me fez pensar em como nós temos sorte de ser recíproco o sentimento. Dele estar gostando tanto de tocar no Brasil, que veio duas vezes tão seguidamente. E como é bom ter o nosso carinho retribuído por um artista tão grandioso. Sem dúvidas é o melhor artista vivo. Carrega algo único e inexplicável, que nenhum outro artista possui. Transmite uma energia incrível, e ainda é super simples e humilde. Sente-se amado por nós e retribui.

Sendo assim, tanto esforço para vê-lo vale a pena. Após o show, seguimos direto para o aeroporto, mas nosso vôo partia somente às 7h56min. Fazer o quê, o jeito era se acomodar, tentar dormir e esperar. Alguns outros fãs guerreiros dividiram a mesma experiência. Depois de um dia inteiro dedicado ao show, o que mais queríamos era a nossa cama para descansar, mas pelo show incrível valiam a pena mais algumas horas, praticamente, sem descanso.

Como na vida a gente nunca para de querer, quando conquistamos algo, já estamos querendo mais, o próximo objetivo é um show na HotSound. Para garantir uma passagem de som só para a gente e garantir a grade. Agora nos resta ficar na expectativa de que ele volte novamente. 
Aqui um exemplo de que ele realmente retribui nosso carinho.

“Estar no Rio foi fantástico desde o minuto que pousamos. A multidão em volta do hotel era ‘bananas’ (maluca). Eles eram loucos e a atmosfera foi crescendo até fazermos os shows. Eu amo o Brasil. Eu amo o fato que eles amam música, é uma nação muito musical. Eu se eu amo música e eles amam música, então é uma conexão natural. Fãs de todas as idades estavam nos shows. Tinha um enorme grupo de fãs jovens, que eu amo, e também tinha seus pais e até seus avós. Então era uma enorme variação de idade. O entusiasmo pela minha música era simplesmente sensacional. Todos nós da banda curtimos esse momento maravilhoso e nós agradecemos aos fãs por tornarem tudo tão excitante. 
Quando tocamos ‘Hey Jude’ e pedi a plateia para cantar ‘na na na na’s', de repente todos mostraram cartazes. Foi uma coisa muito visual. Foi muito emocionante porque os fãs tiveram todo este trabalho. Ele poderiam ter apenas vindo ao show e assistido, mas eles se falaram antes para criar este momento tão especial. Ele se conectaram uns com os outros, depois conectaram-se conosco e com a equipe inteira. Todos se sentiram unidos. Foi muito excitante e emocionante ver que as pessoas se importam tanto”. 

Paul McCartney

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amizade é um vício


Chega mais um Dia do Amigo e mais uma vez eu, praticamente, me obrigo a escrever sobre estes parceiros de todas as horas. Não tem como ser diferente, porque amizade é uma das relações que eu mais prezo. Desde sempre. Não que eu tenha assim uma quantidade imensa de amigos, mas sempre fui daquelas de ter alguns poucos, mas fiéis. E dentre estes, sempre tive um(a) melhor amigo(a). Isso eu lembro de acontecer já com os primeiros amiguinhos da rua e na primeira série. Brincava com alguns, mas sempre tinha uma amizade inseparável, aquela que a gente compartilha os segredos, a que sempre faz dupla nos trabalhos, essas coisas. Acho que sempre tive uma certa dependência de amigos. Amizade é um vício.

Já tive vários tipos de amigos. Os de fase, que a rotina transforma em amigos, mas que acabam ficando para trás com a mudança de cotidiano. Os que a primeira vista parecem os melhores, mas deixam de ser amigos, mostrando que são os piores. Os que moram longe, mas quando encontramos é uma festa. Os que nos encontram só em festas, mas que sempre garantem um bom papo de boteco. Os inseparáveis que, de repente, nos abandonam por um romance, mas depois voltam direto para o nosso ombro. Os que se tornam melhores amigos e, de repente, namorados... Mas os melhores de todos são os que, com o tempo, se tornam cada vez mais amigos. Estes nós podemos ver todo o dia e sempre temos assunto. Ou ficar uma semana sem ver - que parece um mês - e são necessárias horas para colocar em dia todas as novidades. Estes podem se afastar por algum motivo, que depois será tudo como antes. Estes nós já sabemos o que pensam, prevemos o que vão falar. Relevamos seu mal humor. Apontamos seus erros, com a inteção de fazê-los repensar, e eles farão o mesmo por nós. Com eles damos as melhores risadas. Temos o mesmo tipo de piada, achamos graça das mesmas coisas. Na hora do aperto, nos pagam cerveja sem reclamar. Com eles discutimos a relação sem entrar em conflito. São parceiros para tudo, topam qualquer negócio. Com estes o lugar da festa não fará diferença, o que vai determinar a diversão é a companhia. Estes são os verdadeiros amigos.

Hoje eu tenho poucos, mas bons amigos. E tenho a impressão de que são os mesmos que irão me acompanhar o resto da vida. Já vejo todos casados e um visitando a casa do outro. Marcando jantinhas, festinhas, viagens. Um apadrinhando o filho do outro. Quero sempre tê-los por perto.

Como amizades verdadeiras nos fazem bem! Feliz Dia do Amigo a todo os meus amigos! Vida longa à nossa amizade!

P.S.: Ainda essa semana estava constatando com o Klaus, que é meu namorado e também um dos meus melhores amigos, que mesmo tendo dois anos de namoro, não perdemos a essência do que nos uniu, que foi a amizade. E isso garante ótimas e longas conversas. Se tornar namorada de um melhor amigo foi a melhor experiência amorosa que eu já tive (e estou tendo), porque pulamos várias etapas, tudo flui melhor, pois já conhecemos bem um ao outro. Eu recomendo! Por isso dedico este texto aos meus amigos e também ao Klaus.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O Cirque du Soleil se foi, mas deixou seu encanto


O Cirque du Soleil deixou Porto Alegre, mas todo o seu encanto ficou na memória. O Cirque é incrível e todo mundo sabe, pelo menos de ouvir falar. Por isso, nada que eu diga vai influenciar sobre toda a sua magnitude, pois o Cirque, por si, prova porque é dono dos espetáculos mais mágicos do mundo. Mesmo assim, preciso deixar minha impressão sobre Quidam, que tive a oportunidade de assistir.

Desde que soube da existência do Cirque du Soleil, tive vontade de conhecer seus epetáculos de perto. Isto porque, eu sempre gostei de circo, palhaço e tudo que esteja ligado ao lúdico, a tudo que nos faça sair um pouco da nossa realidade. E nesse sentido, sem dúvida alguma, o Cirque du Soleil é a trupe mais completa. E foi este ano que finalmente chegou o grande momento, a minha grande oportunidade de assistir um de seus espetáculos, o Quidam. Isso, graças ao dom do meu namorado, Klaus, de realizar os meus sonhos. Ele me levou ao Cirque como um presente de aniversário de namoro, no dia em que completamos 2 anos. Foi o melhor presente que já ganhei na vida! E eu dou um valor ainda maior a este presente, porque se eu não ganhasse, minha oportunidade seria adiada novamente, como foi em 2008, na vinda do Alegria.

Sobre Quidam, não sei nem por onde começar... É mágico! São pessoas incríveis, que incorporam personagens, criam um mundo próprio e nos convidam a conhecê-lo. Por duas horas e meia, somos transportados ao mundo de Quidam, com objetos e pessoas flutuantes, números quase mais rápidos que nosso olhar, movimentos que, a todo momento, desafiam a gravidade. Tanto que, algumas vezes, temos vontade de esfregar os olhos, pois parece inacreditável o que estes artistas são capazes de fazer. Ficamos imaginando quanto tempo deve ter sido dedicado ao treino, até que os números chegassem tamanha perfeição.


O espetáculo conta a história de Zoé, um menina que vive triste por não ter atenção dos pais. Mas tudo muda quando ela encontra o universo de Quidam, que em latim significa transeunte, um personagem misterioso, sem cabeça, muito alto e que carrega um guarda-chuva. E este universo, o qual nós também adentramos, mescla momentos de bastante alegria, com outros de muita obscuridade. A alegria fica, principalmente, por conta de John, uma espécie de animador, que entra em cena a cada troca de número. Com tentativas atrapalhadas de mostrar seus dotes circenses, ele consegue arracar muitas gargalhadas. Outro responsável pela diversão é o Clown, que na verdade não se caracteriza como um palhaço convencional, mas seu papel é divertir da mesma forma. Seus números contam com a participação de pessoas da plateia, o que deixa a apresentação mais espontânea e engraçada.


Quanto à obscuridade, alguns números transmitem bastante tensão. Como o da contorcionista Anna, que se movimenta na coluna de tecido vermelho. Seus gestos passam uma sensação de tristeza e angústia. Outro momento bastante tenso é a apresentação do casal Jérôme Le Baut e Anna Vicente. Este foi um dos números que mais me impressiou, fiquei de queixo caído, de verdade. Eles fazem movimentos de força e equilíbrio, sem perder o contato do corpo um do outro. E ficam tão concentrados, que dá até medo de aplaudir, por não querer atrapalhar. É incrível.


Mas outro número que merece destaque é o Diabolos. Quatro chinesinhas, de catorze anos cada uma, se apresentam com uma espécie de ioiô chinês. Elas são extramamente rápidas e, além de "brincar" com os diabolos, elas ainda fazem acrobacias e saltos ao mesmo tempo. E o mais impressionante é a perfeita sincronia entre elas. Novamente me pergunto, quanto tempo elas treinaram para chegar este nível de perfeição, pois com apenas catorze anos, devem ter começado a brincar com diabolos ainda no berço!?


Para transpor tanta perfeição, cada detalhe do espetáculo é milimetricamente planejado. Por exemplo, a trilha musical está em perfeito acordo com cada movimento que é executado no palco. Isso colabora para aumentar ainda mais a emoção de cada número. E os músicos tocam ao vivo, fato quase imperceptível, se não olharmos para a banda, pois o som é irretocável. Outro detalhe, é que a cada apresentação, além dos artistas principais, muitos outros ficam em cena, compondo o número, para ser impossível que percamos a atenção mesmo, pois para onde olharmos, enxergaremos parte do espetáculo. Sem falar no figurino e maquiagem. Lindos, impecáveis.

Ao final do espetáculo, ficamos com um gostinho de quero mais. Uma vontade de não se despedir daquele universo mágico. E uma sensação de que valeu cada centavo (apesar de, nesse caso, eu não ter desembolsado nenhum). É incrível que estas pessoas tenham tanta sensibilidade artística, além de muita técnica e dedicação, para criar espetáculos como este, capaz de nos proporcionar momentos indescritíveis. Simplesmente imperdível. Tenho certeza de que não existe pessoa no mundo que assista e não se encante. Não tenho mais palavras para descrever, até porque, não há palavras suficientes para descreverem Cirque du Soleil.

Quidam se despediu e deixou saudades, mas todo o seu encanto e magia vão ficar na recordação daqueles momentos únicos. Que venham mais espetáculos do Cirque du Soleil.




Curiosidade: O nosso ingresso era o do setor mais barato, ou seja, pior visão. Mas como o Cirque não estava com lotação máxima naquele dia, nos realojaram para um lugar de preço médio e pudemos assistir de um lugar com visão mais central. Sorte!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Cirque du Soleil + Michael Jackson

Depois do espetáculo baseado na obra dos Beatles, a magia do Cirque du Soleil será combinada à genealidade do Rei do Pop, em uma produção baseada nas canções de Michael Jackson. O espetáculo deverá estrear em 2011.
Vamos torcer para que apareça por aqui, já que, finalmente, parece que o Brasil está fazendo parte do roteiro de turnês do Cirque.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Bruno, Bruno, Bruno!


Essa é para os viciados em vídeos do You Tube: você já ouviu falar em Bruno Aleixo? Para quem ainda não conhece, o Bruno é um personagem de Portugal que começou sendo um Ewok, como o Chewbacca, do Stars Wars, mas por problemas com o pessoal do filme, Bruno foi adaptado para uma espécie de cachorro. Quanto ao seu jeito de ser, ele carrega alguns preconceitos e uma personalidade que lembra muito o tal do "jeitinho brasileiro", sempre querendo se dar bem, de alguma forma, no final da história. Mas a grande diferença de Bruno, é sua extrema sinceridade. Ele fala tudo o que pensa. Tudo mesmo, até aquelas coisas que as pessoas podem pensar, mas não tem coragem de falar.
O presonagem da internet foi criado por três jovens portugueses que hoje compõem o grupo humorístico Gana. Os vídeos que deram início à carreira de Bruno, fazem parte de uma série de conselhos bem proveitosos dados por ele, do tipo: "Nunca durmas todo nu, a casa pode arder e depois ficas cá fora, pelado, enquanto os bombeiros apagam o fogo". Depois disso surgiram histórias no hospital e outras com seus amigos Busto e Jaca. Mas é inegável que o grupo Gana acertou mesmo quando resolveu contar as histórias de Bruno Aleixo nos seus tempos de escola. A série Bruno na Escola, composta por 7 capítulos, é, sem dúvida, a mais engraçada. Isto porquê, mostra ele ainda criança, pensando e agindo como uma criança, mas já com a esperteza típica do personagem. A chave do humor nesta série é justamente a sinceridade característica das crianças, redobrada pelo fato de a criança se tratar de Bruno. Assim, as frases mais simples tornam-se as mais divertidas, pois o "menino Bruno" não tem medo de falar o que pensa, sem meias palavras. E o tempero do humor fica por conta do vocabulário arcaico utilizado pelo personagem.

Confira alguns dos mais engraçados epsódios de Bruno na Escola:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Para Meus Amigos Onipresentes Ou Invisíveis

*Os Amigos Invisíveis


Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.

Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com onipresença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.

Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!

O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.

Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar.

Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles ¿vamos nos ligar?¿ num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.

Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.

Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes.

Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.




Feliz dia do amigo a todos os meus amigos! Amo vocês!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Inegavelmente, o Rei do Pop


Nesta quinta-feira, 25 de junho de 2009, aos 50 anos, o Rei do Pop, Michael Jackson, deu adeus a milhares de fãs espalhados pelo mundo inteiro.

Cresci ouvindo os cássicos Beat it, Trhiller, Bad, assistindo ao filme Moonwalker. Sempre gostei das músicas e das danças. Passei a admirar tanto as coreografias dos clipes, que consegui decorar parte da famosa coreografia dos zumbis (ainda aprendo por completo) e cheguei a sonhar que perguntei ao próprio, se foi algum tipo de efeito ou se foi real, o trecho de Smooth Criminal em que ele e os dançarinos se inclinam para frente e não caem.

Contudo, somente de alguns anos para cá é que fui me dar conta da dimensão e da importância que o ícone Michael Jackson teve para a música pop. Ele inovou, principalmente, com seus passos de dança, únicos, e seus vídeo clipes, que eram, praticamente, curta-metragens. Ele realmente tinha domínio sobre o que fazia, manjava da música pop como ninguém. Foi um artista completo, se dedicando a tudo que estava ligado a sua música: composição, coreografias, produção de vídeo clipes e de suas marcas registradas, como a luva e o passo moonwalk. Não é atoa que se tornou uma referência e segue influenciando artistas de diferentes estilos. Seu talento já estava mais do que provado desde a infância, com os Jackson Five.

Teve nos anos 80 o auge de sua criatividade artística e sucesso, em que produziu Thriller, o álbum mais vendido da história, tendo ultrapassado a marca de 106 milhões de cópias. Infelizmente, anos depois, teve uma carreria conturbada, envolvimento em escândalos, processos e gerou toda uma polêmica em torno de sua aparência. Até hoje não se têm uma explicação concreta do que aconteceu com sua pele, que ao sofrer uma metamorfose, de negra se tornou branca.

Apesar dos pesares, ele revolucionou o mundo pop, isso é inegável. Fica aqui uma singela homenagem ao eterno King of Pop.

Estes são meus preferidos:





sexta-feira, 5 de junho de 2009

Beatles em versão video game


No último final de semana decobri o melhor jogo de video game que já inventaram: Guitar Hero! Bem faísca atrasada né, porque o jogo surgiu em 2005. É que como não sou muito ligada em joysticks, sempre ouvi falar do jogo e tinha vontade de jogar, mas só agora tive a oportunidade de ser apresentada pessoalmente a ele.

O jogo é super legal, pois mesmo sem saber tocar uma nota, qualquer pessoa pode se sentir um herói da guitarra tocando Black Sabbath, Iron Maiden, Rolling Stones, Metallica, Queens of the Stone Age, SlipKnot e até Stevie Ray Vaughan . Perfeito para mim, que deixei o violão meio de lado ultimamente e nem sei tocar grande coisa. Além disso, o Guitar Hero realiza o sonho, ainda que virtualmente, de todo o apreciador de rock: o de ter uma banda. Assim, a banda virtual do jogo vai evoluindo de acordo com a tua performance ao tocar as músicas. Começa com pequenos shows, depois é possível tocar em grandes locais, fazer vídeo clipe e vencer duelos de guitarra contra Tom Morello (Raige Against The Machine e Audioslave) e Slash (Guns n' Roses). Para tocar, ou melhor, jogar pode-se usar a forma convencional com ocontrole ou com uma guitarra especial para o jogo.

Gostei muito do jogo e das músicas, mas confesso que senti falta de pelo menos uma dos Beatles... Eis que fico sabendo essa semana que acaba de surgir um jogo só com músicas dos Beatles! Andava correndo uns boatos por aí sobre isso, mas na última terça-feira Paul McCartney e Ringo Star participaram da apresentação do jogo em uma feira de video game de Los Angeles. O Rock Band: The Beatles, criado pelo concorrente do Guitar Hero, vai fazer um apanhado da história dos garotos de Liverpool, passando por todas as fases de sua carreira. Desde os primeiros shows no Cavern Club até o último, no terraço do prédio de sua gravadora, onde tocaram Get Back. O jogo tem o lançamento previsto para setembro deste ano.

Confira o trailer do Rock Band - The Beatles

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Onde está Wally? No cinema!


Quem que hoje tem vinte poucos anos, e que na metade dos anos 90 não acordava cedinho para grudar na tela da TV e encontrar um simpático carinha que usava touca e camisa listrada de vermelho? Pois para a alegria dos marmanjos saudosistas, ele está de volta e agora em telona! Pois a Univeral Pictures vai levar Onde Está Wally? para o cinema.

De acordo com o que tem circulado na internet, o personagem criado pelo ilustrador britânico Martin Handford em uma série de livros, posteriormente transformados em desenho animado, tem agora, no filme, 30 anos e viaja em uma máquina do tempo com defeito, ativada por engano. Na película devem entrar as personagens do livro Odlaw, o arqui-rival de Wally; Wanda, o amor secreto de Wally, e a sua irmã, Wilma. Aparecem ainda Woof, o cão de Wally; e Wizard Withbeard, um feiticeiro; e os Wally Watchers.

Onde Está Wally - O Filme, será produzido por Chris Meledandri e ainda não tem data prevista para estreia. Enquanto isso, para matar a saudade, aproveita e procura o Wally na imagem aí em cima!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Plumas poéticas... Entrevista com Fabrício Carpinejar


Fabrício Carpinejar parece que respira, se alimenta, vive de poesia. Basta mandar um e-mail solicitando uma entrevista, como eu fiz, para ter uma amostra do universo do poeta: “É certo que vou responder. Vou escovar meus olhos em tuas palavras e logo volto carregado de plumas.” Uma simples correspondência on line vira poesia.
Realizei uma entrevista via e-mail com Fabro, como gosta de ser chamado, para a cadeira de Web Jornalismo, ele foi muito querido e atenciosamente respondeu, segundo o próprio, “com todo o amor”. Segue abaixo a entrevista na íntegra.


1 - Quando e como surgiu teu "eu" escritor?
Acho que surgiu o "ele" escritor.
A literatura me motiva a tomar a vida dos outros como se fosse minha.
É um pessoalismo altruísta, meio santo meio maldito: esvaziar-se de si. Sou o último a me ouvir.
Acredito que minha infância barulhenta de sinais me inspirou a deixar lentamente um testamento por escrito.
Ou pode ser meu modo de devolver todas as frutas que roubei de meus vizinhos.


2 - O que mais te inspira a escrever?
O que ninguém amou ou percebeu o suficiente. Literatura é dar valor ao que estava na garagem, no porão, no quartinho de tralhas, e convencer de sua importância para a casa.

3 - Em que momento (do dia, fase da vida, estado de espírito) tu consideras mais propício para escrever?
Manhã, família em alvoroço, eu me sinto tremendamente vivo com os atrasos para a escola dos meus filhos. Em seguida, bebo café com neblina. A neblina é meu açúcar. Uso duas colheres de neblina no expresso.
Ou bem de noite, quando seguro minhas mãos cansadas como um livro. Daí não vou fingir nada, só contar a verdade. O corpo não mente de madrugada.

4 - Em tuas crônicas, tanto no blog quanto em Canalha, aparecem muitas experiências pessoais. Normalmente, são situações por que tu realmente passou ou parte é criação associada à realidade?
São vidas reinventadas. Possíveis. Há uma emoção biográfica encharcando histórias imaginadas. Como escrevo é real, o que escrevo é criação.

5 - Quando tu relatas casos pessoais e cita outras pessoas, como quando fala dos teus amigo canalhas ou como no caso em que um vizinho teu reclamava do "pinga-pinga" do teu ar condicionado, estas pessoas não ficam brabas ou reclamam da exposição?
Quem entrou na minha vida, entrou também para dentro do livro. Não entendo o medo da exposição. Quem tem que ter medo da exposição é criminoso, não gente do bem. Aceitar nossas falhas e limites melhora o nosso humor. Ser processado por amor é o sonho de todo canalha.

6 - A que horas tu acorda? E que horas dorme?
Eu desperto 7h e durmo às 2h.

7 - Costuma ouvir música para escrever?
Não dá para ouvir música. Ela se infiltra nos textos tão poderosamente que passo a plagiar o ritmo. Não posso ser fiel a dois senhores: prefiro cuidar e ouvir o ritmo do texto, meu batimento cardíaco em cada tecla.

8 - No geral, que tipo de música tu gosta de ouvir? Cite algumas.
U-2, Stones, Nirvana, Radiohead, Tom Waits.

9 - O que te faz sorrir?
Quando meus filhos me imitam e eu - em seguida - me torno uma imitação deles.

10 - O que te faz chorar?
Incompreensão

11 - Se você não fosse você, quem gostaria de ser?
Ninguém, paguei minha personalidade à vista. Agora é me aceitar.

12 - Um livro que te marcou? Por que?
Cidades Invisíveis, de Italo Calvino. Toda mulher é uma cidade.

13 - Um filme que te marcou? Por quê?
O Campeão, de Franco Zefirelli, o primeiro que assisti. Meu pai recém havia saído de casa. Chorei num filme tudo o que um homem não chora toda a vida.

14 - Uma música que te marcou? Por quê?
Hurricane, de Bob Dylan. Pela sua capacidade de narrar e contagiar, por transmitir numa melodia a fúria alegre de uma luta de boxe.

15 - Se pudesse ser mulher por um dia, o que faria?
Ficaria o dia inteiro pensando o que um homem deseja e assim resolveria meus problemas.

16 - Uma qualidade sua?
Obsessão

17 - Um defeito seu?
Obsessão

18 - Uma característica essencial do Fabrício?
Amor incondicional - vou ao inferno para buscar o melhor buquê de fogo.

19 - Alguém que você admira?
Tarkovski, cineasta russo

20 - Alguém que você repudia?
Stalin.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Colírio à base de água salgada

Como descrever imagens tão belas da natureza, que chegam a nos deixar sem palavras? Que bom que inventaram uma ferramenta que pode falar por nós nessas ocasiões...





*Imagens de Balneário Camburiú, registradas por mim mesma!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Tholl: Imagem e Sonho

O Cirque du Soleil brasileiro. Esta foi a forma que sempre me referi ao Tholl, mesmo antes de assistir o espetéculo ao vivo (e mesmo sem nunca ter visto de perto o Cirque Du Soleil). Pois comprovei que o grupo tem mesmo tudo para seguir o caminho do tão famoso circo canadense. Assiti pela primeira vez, durante as férias de inverno, o Tholl Imagem e Sonho e o que presenciei foi técnica, dedicação, beleza e magia.

O espetáculo é formado por 17 artistas que se revezam nas apresentações de acrobacias, pernas-de-pau, monociclo, equilibrismo, tecido aéreo, arco aéreo, pirofagia e esquetes teatrais. Tholl Imagem e Sonho é realizado pela Oficina Permantente de Técnicas Circenses, de Pelotas, criada em 1987 pelo então atleta de Ginástica Olímpica, João Bachilli. O grupo já montou outros três espetáculos: Performances, Visions e Vícios de Voar. Mas foi com Tholl Imagem e Sonho que o grupo se consolidou e ganhou o estado e o país.

Não é pra menos, o espetáculo que corre o Brasil desde 2002, é simplesmente emocionante. A leveza com que os artistas realizam as acrobacias por vários momentos não nos deixa perceber a dificuldade de cada movimento. A leveza é confundida com facilidade. O que indica treino, disciplina e dedicação.

O que colabora para enriquecer o espetáculo, pela riqueza de detalhes, é o figurino. É uma espécie de cômico glamourizado, característico do clássico clown (que deu origem o palhaço atual). O requinte dos figurinos nos leva a crer que são idealizados por grandes profissionais do ramo. Porém, são criados pelo próprio João Bachilli.

As maquiagens, a sonorização e as luzes dão o toque final à apresentação. E para fechar com chave de ouro (ou de prata, com o perdão do trocadilho) uma chuva de papel picado cor de prata. Os artistas entram usando figurinos brancos e empunhando guarda-chuvas transparentes. A doçura dos movimentos e da trilha sonora carregam o espetáulo de magia e emoção. Simplesmente tocante.



sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um Amor Incondicionalmente Literário


Duvido que alguém que esteja lendo este blog ainda não tenha me ouvido falar de Fabrício Carpinejar e fazer propaganda de seu blog. Pois é, o dono dos escritos do qual me tornei tão fã, vai participar do programa de auditório que estamos produzindo para a aula de Projeto Experimental 5. O quadro que ele participará vai ser uma bate-papo sobre adaptações de livros para o cinema. Participarão também outros convidados de peso, como Otto Guerra, da animação Wood & Stock - Sexo, Oréganao e Rock n' Roll, entre outros. Mas o Fabrício, claro, foi sugestão minha.
Pra quem não sabe (este alguém não deve me conhecer), o Fabrício é poeta, cronista, jornalista e professor. Confesso que ainda não li nenhum de seus livros, mas desde que decobri seu blog passei a apreciar muito seus textos. Já tinha ouvido falar um bocado do poeta em questão, pois volta e meia ele participa de importantes eventos literários. Mas pude conhecê-lo melhor mesmo em um sarau que participou juntamente com Frank Jorge, na Feira do Livro de Gravataí. Lá pude perceber sua sensibilidade aflorada e uma personalidade meio maluca, típicas de quem possui uma veia artística. Pra se ter uma idéia, ele consegui fazer o público gravataiense, normalmente apático, interagir. Coisa difícil de acontecer, ainda mais em um sarau.
Bem, depois disso imaginei que ele tivesse um blog e decidi pesquisar. Não é que tinha mesmo!? Desde lá, não consigo deixar de lê-lo. Seus textos são de uma sensibilidade incrível. Ele consegue encontrar em pequenos detalhes a cereja do bolo. A maioria de seus textos desenvolve-se a partir de sutilezas, que normalmente poderiam passar despercebidas, mas ele as enxerga com a magnitude que merecem. Isso funciona muito bem, pois as melhores coisas da vida encontram-se mesmo nos mais sutis detalhes. Pois é, o link do blog está aí ao lado e vale à pena dar uma conferida.
Por isso tudo, estou muito feliz e anciosa pela participação do Fabrício Carpinejar em nosso programa. Será muito legal ter a oportunidade de trocar algumas idéias com alguém que com seus textos é capaz de tocar, rir, emocionar, refletir.

Curió(sidade)

Meu próximo passo é ser casada por ele. É isso mesmo, o poeta até casamenteiro já virou. Uma leitora sua, dizendo-se não religiosa, usou do seguinte argumento para convencê-lo a ralizar tal feito: "quem melhor do que meu poeta preferido para celebrar o amor?". Ela tem razão, não há ninguém melhor do que um poeta para entender de sentimentos e relacionamentos amorosos. Nada mais justo do que um poeta "abençoe" um casal. Achei o máximo a idéia e faço questão de me colocar na fila. Só falta arranjar o noivo!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Jogo do Grêmio = Show de Rock n' Roll










Por incrível que pareça, um jogo de futebol tem muito em comum com um show de rock n' roll. Descobri isso depois que decidi ir ao Olímpico assistir um jogo. Mas lá na geralzona, atrás do gol, onde fazem a famosa avalanche. E acho que foi esta peculiar semelhança, o maior motivo para eu ter me tornado gremista. Na verdade eu sempre fui, mas como costumava dizer, era uma gremista não-praticante. Vamos às semelhanças!
Minha maneira de interagir em um show é cantando e pulando. Me identifiquei, porque é exatamente isso que a torcida faz o tempo todo. No início eu não sabia as letras, mas o negócio é tão contagiante e insistente, que até a torcida adversária deve sair do estádio com as músicas na ponta da língua. O que ajudou também, foi o incentivo do pessoal que estava por perto que gritava: "canta turista!". Eles devem ter um radar que identifique novatos no estádio. Outra semelhança, é que em alguns shows as pessoas costumam ir com camisetas de bandas. No caso do jogo, o pessoal vai com as camisetas dos times que estão no palco, ops, no campo. Na verdade, comparando, o campo seria mesmo o palco, onde os jogadores dão "um show de bola" (hehehe)!
Deixei a comparação mais surpeendente para o final. Por essa ninguém esperava... um jogo de futebol tem até roda-punk! Isso mesmo! Bem, nem todos os jogos, mas pelo menos os do grêmio têm! Mas claro, com outro nome: avalanche. A avalanche tricolor é realmente bem parecida com uma roda-punk. Todos se empurram, alguns se machucam, outros caem, mas todo mundo sai feliz da vida. Ah, e um detalhe importante, tudo isso com direito à trilha inspirada no punk-brega Wander Windner:

"Vou torcer pro grêmio bebendo vinho
E o mundial, é o meu caminhooo!!"

Não sei como existem gremistas que nunca assistiram a um jogo no Olímpico! Porque eu penso assim, se ouço e gosto muito de uma banda, o que mais quero é conferir sua performance ao vivo. É mais ou menos assim no futebol! Mas é pior ainda os que vão aos jogos, e nunca compartilharam da energia da torcida de trás do gol. Não sabem o que estão perdendo

Dale tricolor!!!!