sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um Amor Incondicionalmente Literário


Duvido que alguém que esteja lendo este blog ainda não tenha me ouvido falar de Fabrício Carpinejar e fazer propaganda de seu blog. Pois é, o dono dos escritos do qual me tornei tão fã, vai participar do programa de auditório que estamos produzindo para a aula de Projeto Experimental 5. O quadro que ele participará vai ser uma bate-papo sobre adaptações de livros para o cinema. Participarão também outros convidados de peso, como Otto Guerra, da animação Wood & Stock - Sexo, Oréganao e Rock n' Roll, entre outros. Mas o Fabrício, claro, foi sugestão minha.
Pra quem não sabe (este alguém não deve me conhecer), o Fabrício é poeta, cronista, jornalista e professor. Confesso que ainda não li nenhum de seus livros, mas desde que decobri seu blog passei a apreciar muito seus textos. Já tinha ouvido falar um bocado do poeta em questão, pois volta e meia ele participa de importantes eventos literários. Mas pude conhecê-lo melhor mesmo em um sarau que participou juntamente com Frank Jorge, na Feira do Livro de Gravataí. Lá pude perceber sua sensibilidade aflorada e uma personalidade meio maluca, típicas de quem possui uma veia artística. Pra se ter uma idéia, ele consegui fazer o público gravataiense, normalmente apático, interagir. Coisa difícil de acontecer, ainda mais em um sarau.
Bem, depois disso imaginei que ele tivesse um blog e decidi pesquisar. Não é que tinha mesmo!? Desde lá, não consigo deixar de lê-lo. Seus textos são de uma sensibilidade incrível. Ele consegue encontrar em pequenos detalhes a cereja do bolo. A maioria de seus textos desenvolve-se a partir de sutilezas, que normalmente poderiam passar despercebidas, mas ele as enxerga com a magnitude que merecem. Isso funciona muito bem, pois as melhores coisas da vida encontram-se mesmo nos mais sutis detalhes. Pois é, o link do blog está aí ao lado e vale à pena dar uma conferida.
Por isso tudo, estou muito feliz e anciosa pela participação do Fabrício Carpinejar em nosso programa. Será muito legal ter a oportunidade de trocar algumas idéias com alguém que com seus textos é capaz de tocar, rir, emocionar, refletir.

Curió(sidade)

Meu próximo passo é ser casada por ele. É isso mesmo, o poeta até casamenteiro já virou. Uma leitora sua, dizendo-se não religiosa, usou do seguinte argumento para convencê-lo a ralizar tal feito: "quem melhor do que meu poeta preferido para celebrar o amor?". Ela tem razão, não há ninguém melhor do que um poeta para entender de sentimentos e relacionamentos amorosos. Nada mais justo do que um poeta "abençoe" um casal. Achei o máximo a idéia e faço questão de me colocar na fila. Só falta arranjar o noivo!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Uma Dupla de Requinte


Os White Stripes têm tudo o que se espera de uma banda de rock atual – criatividade, timbres marcantes de guitarra e melodias que vão do dançante ao suave – e mais um pouco. Entenda-se o mais um pouco por um irretocável bom gosto e refinamento. Jack White, o cabeça da dupla, não pensa somente na música propriamente dita, mas em todos os adendos que ela pode agregar. Na era do MP3, onde a música pode ser facilmente comparada a um produto descartável, quase não se encontra motivos para comprar CDs. A menos que seus encartes sejam verdadeiras obras de arte. É o caso dos álbuns dos White Stripes. É o tipo de CD que mesmo sem conhecer o som, alguém seria capaz de comprar só pela capa.
Sem falar nos clipes. São a representação estética da excentricidade do duo. Um belo exemplo é o clipe de Conquest. Figurinos impecáveis, ótima fotografia e genuíno sarcasmo aliados à qualidade musical. Está feita a fórmula cujo resultado é uma banda singular, qualificada e refinada.

Falando nisso...


Finalmente adquiri o último álbum da dupla tão elogiada aí em cima, o Icky Thump, lançado no segundo semestre de 2007.
Como citei anteriormente, o 6º disco não foge à regra e a capa já é um colírio para os olhos. Mas claro, a música é compatível à beleza visual.
Em uma inevitável comparação com o trabalho anterior, Get Behind Me Satan, Icky Thump não supera grandes expectativas. Mas não deixa a desejar na essência e originalidade características dos White.
Pode-se perceber algumas inovações. Como em Little Cream Soda, por exemplo. A faixa apresenta riffes e arranjos mais pesados do que de costume, chegando quase remeter a heavy metal. Por outro lado, algumas faixas estão mais suaves, com melodias mais Pops, como em Prickly Thorn, But Sweetly Worn e You Don't Know What Love Is.
Inovações à parte, eles continuam aderindo sonoridades de culturas diferentes a seu som. Como gaita escocesa e banjo, este último já experimentado em Get Behind Me Satan. Mas a maior prova desta afirmação é Conquest, uma versão de um músico chamado Corky Robbins. Uma música típica de tourada, com trompetes e tudo, e um toque White de ser. A mais excêntrica do disco. Vale a pena ouvir.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Pra voltar com tudo!


Início das aulas, mais um semestre vem por aí, volta a velha rotina. Tava na hora mesmo. Apesar do ócio (ócio em termos, porque o trabalho não parou!) e da diversão nos dias de semana, já estava batendo uma certa saudade das aulas. Não somente das aulas em si, mas de todo o conjunto que elas abrangem: reuniões filosóficas na praça de alimentação com os queridos colegas (e que saudade deles!), conversas paralelas por "msn de papel" durante as aulas, pizza integral e sopa, jogo do Uno, cerveja depois da aula e claro, a bagunça da van!

Tô com bons pressentimentos para este ano. Ando ansiosa por aprender coisas novas. Sabe quando dá uma vontade de ouvir música nova? Não se sabe exatamente o que, nem mesmo que estilo, mas a certeza é de que tem que ser algo nunca ouvido antes. É mais ou menos o que estou sentindo com relação a volta das aulas. Não sei nem bem o que vem pela frente, mas que venha!

Quero ficar com a vida mais agitada de novo, mais coisas pra pensar e programar. Este ano quero assistir mais filmes, ir a mais peças teatrais, ler mais livors e principalmente mais revistas. Afinal, revista é minha mídia preferida e pretendida. Tenho que mergulhar de cabeça e ficar expert em termos de revistaria. Até porque, já chegamos ao 5º semestre, pra chegar ao 8º é um pulinho. Acho bom eu me interar e me mobilizar em busca da área que pretendo. Tá na hora de tentar um estágio nesta mídia e, tenho certeza, me apaixonar ainda mais por ela.

Também estou animada com algumas idéias pra colocar em prática. E o ritmo mais acelerado impulciona a colocar de uma vez. Isso porque, quando o tempo fica mais curto percebemos que sempre se pode dar um jeito de fazê-lo render mais.

Além de tudo isso, iniciar um novo semestre propicia a conclusão de amadurecimento. Pois a medida que o tempo passa, vamos amadurecendo sem nos dar conta. Mas quando começamos uma nova etapa, olhamos para atrás e percebemos como enxergamos as coisas diferentes do modo como enxergávamos antes. E encaramos de uma forma cada vez melhor o que vem pela frente. Isso é a certeza de que está valendo a pena.

Um ótimo retorno às aulas para os veteranos e um ótimo início pra quem está chegando!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Carnaval, confete e serpentina


Há quem goste de aproveitar toda a folia que o carnaval oferece, seja nas festas de rua, bailes em clubes ou nos sambódromos. Outros não gostam e não querem nem ouvir falar em carnaval. Mas a verdade é que, gostando ou não, todos adoram usufruir do feriadão proporcionado pelo carnaval.

Assistindo a uma matéria sobre o tradicional carnaval que acontecia na rua Borges de Medeiros em décadas atrás, lembrei dos bailes de máscaras que vemos em filmes e novelas de época e me perguntei: Como o carnaval, que nada mais era do que bailes com fantasias de Colombina, Pierrô e Arlequim, máscaras, confete e serpentina e embalados por marchinhas, se tornou o carnaval que conhecemos hoje de samba e mulher pelada? Mas de onde surgiu esse raio de carnaval?

Ao dar uma pesquisada internet à fora, descobri que o carnaval começou antes ainda dos bailes de máscaras. Bem, as explicações divergem. Uma delas explica que a palavra carnaval está relacionada ao latim carnelevamen, transformado em carne vale, que significa "adeus carne". Era a manifestação de alegria pelo fato de as pessoas poderem comer carne até a quarta-feira de cinzas. Durante a quaresma, período de quarenta dias após o carnaval, a Igreja proibia o seu consumo, como pagamento da penitência dos cristãos. Uma outra explicação dá conta de que em Porto Alegre o carnaval teve origem no século XVIII com o Entrudo, brincadeira trazida pelos açorianos, na qual as pessoas atiravam umas nas outras limões (uma bola de cera do tamanho de um limão, cheia de perfume), e havia casos em que se atiravam ovos e farinha nas "vítimas".

Mesmo com tantas explicações continua difícil entender como o carnaval chegou onde está. Pois é, funciona mais ou menos naquela teoria de que quem conta um conto aumenta um ponto. Passando de país para país, cada povo foi acrescentando algo de seus costumes e cultura até chegar ao resultado final. Só pra citar exemplos, na França o carnaval é comemorado com desfiles alegóricos, batalhas de confete e espetáculos de marionetes e de teatro de rua. Já na Índia, nada mais é do que um grande festival hindu chamado Holi, onde todos os participantes jogam tintas coloridas uns nos outros. No Brasil, não poderia ser diferente, o tal do carnaval acabou resumido à samba e mulher pelada.

Mesmo não encontrando um sentido exato para comemorar o carnaval nos dias de hoje, o negócio é aproveitar o feriadão e era isso.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Balanço 2007


Tudo bem, já estamos em 2008. Mas não publiquei este texto antes por falta de tempo.

Final do ano é de prache as grandes empresas e órgãos do governo divulgarem seus balanços anuais. Se eu fizesse meu próprio balanço anual ficaria mais ou menos assim:
  • 956 horas de risadas;

  • 469 verbetes engraçados;

  • 223 dancinhas engraçadas;

  • 158 quilos de batatas fritas com queijo;
Xiii, me perdi nos litros de cerveja! E nas horas no telefone com os amigos... Mas como eu não sou muito boa com números mesmo vou tentar com palavras.

Ao longo de todo o ano de 2007, meu saldo final certamente é positivo. Até arriscaria em dizer que foi um dos meus melhores anos.

Este ano troquei de emprego. Saí de uma ocupação na área comercial e passei para minha área, jornalismo. Descobri que é, de certa forma, triste deixar uma rotina em que já se está adaptado e pessoas com quem você aprendeu a lidar e conviver. Por outro lado, é fácil se adaptar a uma nova rotina de trabalho. E o mais importante desta troca foi que comprovei na prática um pensamento que tinha como teoria: que vale mais a pena trabalhar com algo que se gosta, mesmo que seja para ganhar menos.

As aulas me surpreenderam este ano. Me decepcionei com as cadeiras de rádio. Descobri que não estou apta para trabalhar com radiojornalismo no dia em que meu professor me perguntou se eu estava gripada, pois minha voz parecia anasalada. É, na verdade eu não estava gripada. Em contraponto, as aulas de TV foram muito legais. É divertido trabalhar com imagens. Fizemos até um curta-metragem! Nunca pensei que fosse fazer um, quanto mais que eu seria a atriz principal. Valeu muito a experiência. Mas sem dúvida, o que me aconteceu de mais importante no curso em 2007 foram as aulas de teatro. Não me canso de falar isso, porque não serviram somente para a vida acadêmica, mas para a vida. Foi algo "do ser". Vale destacar também, que os colegas foram muito importantes em mais uma etapa do curso. E ao longo deste ano ficamos até mais unidos. Isso foi muito bom.

No setor família, quem merece muito destaque este ano, é minha mãe querida, que está sempre se esforçando ao máximo para me ajudar a conciliar estudos, trabalho e diversão. Sem ela acho quer não conseguiria. Bom, ganhei outra sobrinha linda, minha afilhada Rafa. E acho que em 2007 ficamos mais unidos lá em casa.

Outros acontecimentos que merecem destaque são os jogos do Grêmio, com direito a avalanche e tudo, e os jogos de futebol de madrugada, no Parcão. Lisi futebolística? Quem diria! Eu mesma me surpreendo. Mas esse é o bom da vida, a cada momento estar sujeito a novas experiências.

Bem, os assuntos coraçonildos (como diria o Klaus) foram pouco movimentados. Porém, substituídos por muitos momentos divertidos com amigos. Eu e meus amigos somos viciados uns nos outros e isso compensa qualquer coisa. Ah, esses amigos... neste ano ano me afastei de alguns, me aproximei e reaproximei de outros. Muitos dos momentos mais alegres deste ano, sem dúvida, aconteceram ao lado dos amigos. E pasmem, parte deles aconteceram dentro de uma van. Sempre soube qualquer lugar era propício para fazer amigos. Mas "nunca sabio" que fosse possível conhecer em uma van amigos que, apesar da vida ser imprevisível, tenho certeza de que são para a vida toda.
Entre tantos fatos legais que dividimos, destaco o mais marcante para mim, pois foi uma das coisas mais tris que já recebi na vida. Chega a ser emocionante! Foi a homenagem (já relatada no She Blogs), que mais do que um pedido de desculpas, foi uma declaração de amizade. Foi o máximo!
Pena que é impossível relatar tudo, mas uma coisa é certa: guardo cada momento feliz deste ano com muito carinho. E quero que todos os amigos, mesmo os que não tenho tido contato com muita freqüência, saibam que são muito importantes para mim. Já aprendi e quero continuar aprendendo um pouco com cada um. Adoro muito muito muito vocês!

Para terminar, desejo muitas coisas boas para todos que quero e que também me querem bem. Um ótimo 2008 para nós!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Natal, Ano Novo e Afins


E não é que chegou o natal!? Muito se discute sobre o consumismo que ele gera. Mas eu gosto desta época do ano. Primeiro porque gosto de quebrar a rotina, confraternizações, amigo secreto, casas e ruas enfeitadas, tudo fica mais alegre. Mas além disso, nossos sentimentos ficam mais notáveis. É uma oportunidade de reflexão e autoavaliação. As pessoas ficam mais unidas, sensíveis, atentas aos outros e até mais solidárias.
Logo em seguida do natal, vem o ano novo, claro. Estas datas tinham mesmo que estar atreladas. Pois, ao mesmo tempo que ficamos mais reflexivos, uma retrospectiva do ano é inevitável. Assim, temos mais lucidez para traçarmos novas metas. Metas são essenciais. Acredito que sem metas ninguém sai do lugar. Tudo isso propicia uma repaginada de nós mesmos, fato indispensável para nossa existência. Até porque, como como já disse Érico Veríssimom em O Arquipélago, o ser humano está em constante devir. Nada mais justo do que, em alguns momentos, parar para se reanalisar, rever, repensar.
Não acho que essas coisas devam acontecer somente nessa época do ano. Mas é um bom começo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Perguntas que não querem calar


Desde que comecei a trabalhar com monitoramento e decupagem de telejornais, passei a ficar mais por dentro do que acontece na política, principalmente aqui do estado. Como a liguagem de tv é mais simples e clara, comecei a entender melhor algumas politicagens. Mas mesmo assim, tem coisas que não entram na minha cabeça. Algumas perguntas não querem calar...

  • Por que deputados gastam tanto tempo fazendo e votando projetos como o dia da Ioga no estado; proibir restaurantes de darem brinquedos de brinde com lanches; oficializar a festa do búfalo no rolete, entre outros, ao invés de pensarem em algo que realmente faça alguma diferença na vida da população?
  • Por que se gasta milhares e milhares de reais com escolta para marchas do MST, ao invés de investirem este dinheiro nas tais terras que eles tanto buscam?
  • Por que o Movimento dos Trabalhadores Desempregados, perde tanto tempo organizando manifestações, enquanto poderiam estar procurando emprego?
  • Por que político que desvia dinheiro público, mesmo que seja condenado, raramente cumpre a pena e ainda não devolve o que roubou, para ajudar a diminuir o déficit do orçamento do estado?
  • Por que os responsáveis pelas instituições onde acontecem fraudes e mais fraudes, nunca tem conhecimento do que acontece sob suas próprias barbas?

  • Por que, mesmo com tanta repressão contra a pirataria no ccentro de Poa, constroem um camelódromo, sendo que camelôs trabalham basicamente com venda de produtos piratas?

Permanecem as incógnitas.

sábado, 24 de novembro de 2007

Um pouco de cultura para Gravataí


E não é que o pessoal de Gravataí está se puxando na organização de eventos culturais!? A Feira do Livro, que começou no dia 20/11 e vai até o dia 25/11, está com uma vasta programação. Entre as atrações bate papo com Ruy Carlos Ostermann e Tabajara Ruas, Martha Medeiros, Gabriel, O Pensador, Tico Sta. Cruz, Thaíde, Nei Lisboa e J. A. Pinheiro Machado. Fora as contações de história, oficina musical com Marcelo Delacroix e espetáculos teatrais.
Paralelamente à Feira, acontece o Encontro Internacional de Educação, do dia 21/11 à 24/11. Este, oferecedo oficinas, conferências e shows com Claus e Vanessa, Fresno, Gabriel, O Pensador, entre outros.
Pena que a maior parte da programação acontece durante o dia, deixando a classe trabalhadora de fora.
Uma das atrações de maior participação do público, foi o bate papo com o escritor e jornalista, Fabrício Carpinejar e o sarau, com o próprio, mais o músico Frank Jorge. Não consegui pegar o início do blá blá blá, mas deu para perceber que descontração e coloquialidade de Fabrício, contagiou os espectadores, que interagiram na conversa que, entre outros assuntos, abordou relacionamento e comportamento hetero e homossexual.
Logo após, o Frank subiu no palco acompanhado de sua guitarra e seu típico jeito tímido. O Fabrício, pelo contrário super à vontade, colocou um aperuca loira e um óculos escadaloso e foi para o meio do pessoal cantar e dançar entre leituras e canções sobre sacanagem e breguices em geral.
Foi bonito de ver todos interagindo e se divertindo. Me perguntava se o Fabrício e os mais saidinhos que cantaram e dançaram Sandra Rosa Madalena no palco para disputar um livro, já tiveram aulas de teatro.
A Fundarc, Fundação Municipal de Arte e Cultura está de parabéns pelas atrações, mas da próxima devem intensificar a divulgação.

A programação completa da Feira do Livro e do Encontro Internacional de Educação pode ser encontrada no http://www.gravatai.rs.gov.br/.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Adoro surpresas!


Eu vivo afirmando para mim mesma que vou parar um pouco de relatar causos da minha vida e escrever sobre assuntos gerais, fatos da atualidade, e blás, blás, blás... Mas este eu não poderia ignorar...
Para variar, o causo envolve meu queridos amigos, que me fazem tão feliz.

Estava tudo certo para irmos na exposição da RBS, no feriado de finados. Ainda confirmei com a Amanda e com o Klaus pela manhã, só não falei com a Ali. Às 13hs o Klaus passaria para me pegar,já trazendo a Ali. Mas ele simplesmente não apareceu, não deu sinal de vida, não atendeu o telefone. Fiquei bem braba, até porque não foi a primeira vez que ele me deixou esperando.
No final da tarde ele bem que me ligou, várias vezes, mas eu não atendi. Depois de umas 2 horas, resolvi atender. O que aconteceu foi que ele ficou doente, tomou uns remédios e dormiu a tarde inteira. Tá certo, mas poderia ter avisado que não estava bem. Pô, não me dar nem sinal de vida!?
Chegou a noite, a Amanda foi me buscar, nem que fosse para fazermos nada juntos. Fomos, supostamente, buscar o Klaus. Entrei na garagem da casa dele de cabeça baixa e demorei uns 3 minutos para perceber o cartaz na porta: “Olá Lizzý! Entre!” Entrei e tinha outro cartaz que indicava para eu seguir em frente. E assim foi, sucessivamente, com flechas psicodélicas, enfeites de papel higiênico no corrimão da escada, cartazes com frases do tipo “te quiero”, “perdona-me”, “meu coração por ti bate, como caroço de abacate”. Na última porta, um quartinho todo enfeitado com cartazes de frases e histórias que vivemos, mais papel higiênico, desta vez tiras que caiam do teto, ao som de Leave Before The Li, do Arctic Monkeys, a minha música preferida da última semana. Que mágico! Parecia cena de filme! Quem faz esse tipo de coisa na vida real? Ah, esqueci que tenho amigos surreais!
Capazes de se ver todos os dias e ainda ter assunto para falar no telefone mais umas 3 vezes, por trinta minutos, uma, duas horas!! Mesmo que seja de madrugada!!
Que fazem ôla na beira da faixa, as 3 da manhã.
Que jogam futebol no parcão às 3 da manhã!!
Que dormem no sofá para me ceder a cama.
Que são parceiros para fazer todas as viagens, jargões e dancinhas que inventamos, onde quer que seja!
Que dividem muitas, muitas, mas muitas risadas!!

Sempre penso que amigos são como uma família que temos a oportunidade de escolher. E a minha é a melhor do mundo!

Nem sei como posso recompensar a surpresa que vocês prepararam pra mim!
Adoro vocês!
Aí vai uma música em homenagem à toda minha "família"!
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Porque a gente sabe, que a gente sabe demais, sobre nós dois
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Porque a gente sabe, que a gente sabe demais, sobre nós dois
Conte comigo se você precisar, de um amigo para desabafar, noite e dia, toda hora pela madrugada
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Porque a gente sabe, que a gente sabe demais, sobre nós dois
Talvez você não irá encontrar, alguém com quem você possa falar, noite e dia, toda hora pela madrugada
Hey, eu quero ser seu amigo de novo(eu disse:)
Hey, eu quero ser seu amigo de novoPorque a gente sabe, que a gente sabe demais, sobre nós dois
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
Hey, eu quero ser seu amigo de novo
de novo
*Cachorro Grande - Hey Amigo

sábado, 27 de outubro de 2007

Festa no apê!


No último fim de semana realizamos mais uma edição da nossa festinha no apê do Xandi. Ainda não havia comentado destas festas aqui no She Blogs, mas segundo alguns, nossas festas precisam de uma outra versão da história, além da que a Amandinha conta lá no Asterisco. Aí vai a minha versão.
Começamos a agregar mais colegas à nossa “panelinha” da festa. A nova integrante foi a Marluci. Que bom, finalmente alguém pra me acompanhar na cerveja.
Começamos fazendo as compras. Dessa vez só ultrapassamos 5 mangos do nosso “engorde”. Nossa Mestre Cuca particular, a Claudinha, e seu auxiliar, o Rodrigo, foram direto para a cozinha preparar o strogonoff, mas que entre um ingrediente e outro, davam escapadinhas para dançar. O resto ficou pra lá e pra cá. A Amandinha atirada no sofá. O Xandi, a Marluci encotraram uma máscara de monstro que os destraiu por um bom tempo. Dançamos e tiramos fotos. Para variar, tirei algumas fotos de garrafas. Nada de muito anormal, até surgir uma bola murcha. Aí virou bagunça. Gurizada de apartamento não pode ver uma bola. É pior que gurí que só pode brincar dentro do pátio! Ficaram num alvoroço tão grande jogando fotebol (se é que se pode chamar aquilo de futebol) com aquela bola murcha, que até a Claudinha veio da cozinha pra se meter na brincadeira. Eu fiz questão de de registrar toda a confusão, que só foi parar quando a Marluci desabou no chão. Parece criança que não tem limite, só para com a bagunça quando dá merda.
O detalhe é que até aí, ainda esperávamos a cerveja gelar e o Rodrigo não tinha feito nenhuma dose da sua poderosa caipira. Ou seja (cerveja, dããããrrr), nada de álcool até o momento.
Depois do strogonoff que, diga-se de passagem, estava muuuiiiito bom, é que fomos começar a beber. Descobri que os primeiros goles de Patrícia me dão alergia, mas se continuo bebendo logo passa.
O melhor da festa foi quando a Amandinha, que preparou até um set list especial, começou a tocar violão. Todos acompanharam em um coral muito harmonioso e afinado. Foi quando alguém bateu na porta. Um senhor muito simpático e educado: “A música está muito boa, mas temos uma série de normas no prédio... e blás, blás, blás...”
Pô, tem que ter um estraga prazer! Tava tão agradável nossa cantoria! Até estranhamos, porque em vista de outras edições da festa, estávamos bem moderados. O melhor foi que o suposto síndico levou a lista de normas, que a Claudinha fez questão de de ler inteirinha, com voz de aeroporto. A norma mais relevante contida na lista foi a de que é estritamente proibida entrada de indigentes e pedintes no condomínio (vai entender!).
Bem, sem a possibilidade de fazer barulho, surgiu a velha Verdade ou Conseqüência. Eu nem quis participar, pois nestas brincadeiras acontecem coisas que ficam marcadas para o resto da vida. Enquanto isso fui falar no telefone com o Klaus, para variar. Também ouvi música no volume mínimo e dancei sozinha. Ah, e me diverti assistindo as conseqüências. Saiu dança na boquinha da garrafa, estriptise, uhuuuh!
Depois que se esgotaram as verdades e as conseqüências, fomos para a seção fofoca. Nenhum colega escapou de nosso crivo.
A essa altura o soninho já estava tomando conta de alguns. Nos despedimos da Claudinha, da Marluci e do Rodrigo. O que sobrou ainda jogou mais uma conversa fora enquanto, aos poucos, fui pegando num sono no sofá mesmo.
Vale ressaltar que a caipirinha do Rodrigo estava um espetáculo, como sempre!
E que venha a próxima festa no apê!