quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Natal...


Final de ano é tanta correria que acabei tirando umas feriazinhas do She Blogs sem querer, mas voltei! Acho que estava querendo distância de escrever qualquer espécie de texto depois da monografia. Mas, assim como todos os que convivem comigo que não aguentam mais me ouvir falar em monografia, eu também não aguento mais. Quero falar um pouco sobre o natal.

Muita gente critica o natal por causa, principalmente, do seu espírito consumista. Mesmo com o consumismo exagerado desta época, eu gosto do natal. Não pelo caráter religioso, até porque eu não sou nada religiosa, mas pela confraternização. Nós passamos o ano inteiro trabalhando, estudando e muitas outras coisas, que quase não sobra tempo para dar atenção para pessoas que queremos bem.

Apesar de sabermos que muitos não tem condições de comemorar as festas de final de ano com ceia e troca de presentes, acho válido reunir a família e, se for possível, presentear quem gostamos. É uma consideração para com as pessoas com quem convivemos e que, de alguma forma, acabam contribuindo para a nossa felicidade. É uma oportunidade de agradecer e expressar nossos sentimentos. É uma chance de medir os erros e acertos para tentar melhorar e nos repensar.
Boas festas a todos!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Os fascínios da noite


A noite me fascina. Desde mais ou menos os 12 anos, pelo que eu me lembre, gosto de ficar acordada até a madrugada. Mesmo gostando de aproveitar as primeiras horas de uma bela manhã de verão, o frescor do anoitecer acaba me convencendo a trocar o dia pela noite. Claro que isso só é possível quando não se tem trabalho ou aula no outro dia. Por isso, aproveito ao máximo minhas madrugadas de feriados ou finais de semana.
Nunca soube explicar direito porque é tão bom passar a madrugada toda em claro. Mas, em uma madrugada dessas me surgiram prováveis explicações.

À noite não se têm pressa. Ela não exige a correira que o dia nos obriga, pois, fora o compromisso com o sono, que vai depender de cada pessoa, não se têm afazeres a cumprir na magrugada. E como é bom poder fazer qualquer coisa sem depender do relógio. Poder comer sem pressa, jogar horas de conversa fiada - até porque é na madrugada que nossos pensamentos se abrem para maiores reflexões e filosofias de mesa de bar (pelo menos é essa a impressão que eu tenho) -, poder assistir a incontáveis filmes, assistir televisão até encher o saco, poder ler uma revista inteirinha em pleno silêncio. Aliás, está aí mais um benefício da madrugada: o silêncio. À noite, quando a maioria opta pelo travesseiro, é o melhor horário para realizar atividades que exijam concentração, como a leitura, ou simplesmente para dedicar um pouco de tempo para "ouvir" o silêncio. E o melhor de tudo: sem ninguém pra te encomodar. O que dá uma sensação única de privacidade.

Até o trânsito melhora na madrugada. Pois, além dos festeiros de plantão, poucas pessoas circulam a altas horas da noite, seja com ou sem carro. E isso permite uma sensação de liberdade sem igual.

Aliás, liberdade é a grande chave dos fascínios da noite. Somente à noite podemos ter uma amostra uma pouco mais real do que seria a liberdade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

De cara nova

Chega uma hora em nossa vida em que enjoamos da mesmice e temos vontade de mudar: mudar o cabelo, renovar o guarda-roupas, trocar a cor das paredes, enfim, nos reformular, seja visualmente ou mentalmente. Assim como tudo na vida, chegou a hora de uma reformulada no visual do She Blogs. Por isso, mudamos o layout, mas preservando as antigas cores e a essência do conteúdo. Queremos sua opinião sobre a nova cara do She Blogs, respondendo a enquete ao lado.

Sobre o Gravacine...

Só para registrar, fui ao Gravacine no sábado. Assisti aos 6 curtas da tarde dos quais destaco Caiu na rede é gente- um documentário sobre surfistas que perderam a vida devido a atividade de pescadores -, do diretor gaúcho, Daniel Athanasio; A incrível história de Coti: Rambo do São Jorge - um documentário sobre um admirador dos filmes do Rambo, que mobilizou o bairro onde mora para realizar filmes caseiros em que interpreta o famoso pernonagem do cinema. Uma obra! Vale à pena procurar no You Tube -, do diretor Amazonense, Anderson Mendes; e Vida Maria - uma belíssima animação, que retrata a vida das mulheres do sertão -, do diretor Marcio Ramos, do Ceará.
Para encerrar a noite, foi exibido o longa gaúcho 3 Efes, de Carlos Gerbase. Este último também vale à pena conferir. Trata-se de uma comédia dramática que aborda dificuldades afetivas e econômicas de personagens com problemas comuns a todas as pessoas: garantir um emprego, um relacionamento, enfim, necessidades básicas do ser humano. É uma pena que este tipo de evento seja pouco prestigiado pelos gravataienses, que ocupavam em pequeno número (acredito que não mais do 150 pessoas) o Teatro do SESC Gravataí, no sábado. Acaba sendo como uma bola de neve: reclama-se que o município promove poucos eventos culturais, mas quando promove poucas pessoas comparecem. É um problema cultural.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Dica para os gravataienses de plantão


Para quem (assim como eu) reclama que Gravataí não tem nada pra fazer e que quase não promove eventos culturais... aí está o que você queria! No próximo fim de semana, 8 e 9 de novembro, o SESC Gravataí promove o 1º Gravacine - Mostra de Cinema SESC Gravataí.

A programação conta com apresentação de curtas e longas-metragens, mesa redonda e homenagem a ator local. E o melhor: tudo de graça! Basta se inscrever aqui: http://www.gravacine.com.br/

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Histórias da Mulher Bala


Mulher Bala sempre foi muito prestativa. Se alguém precisava de uma favor, uma mãozinha, lá estava ela pra oferecer o braço inteiro, se necessário fosse.

Rodeada de amigos, Mulher Bala costumava promover verdadeiras rodas de viola, com muita conversa fiada, risadas e, claro, algumas clássicas das rodinhas de violão. Tudo acontecia na sua sala de reuniões favorita: a calçada de casa.

Áurios tempos aqueles, em que ninguém do grupo de amigos tinha muitas preocupações e obrigações, além da escola. Assim, podiam dedicar mais tempo uns para os outros, às discussões e questionamentos da vida, a suas próprias futilidades, estas que perdem quase todo (se não todo) o espaço em nosso cotidiano, quando o tempo nos obriga a encarar a maturidade e as novas obrigações que ela acarreta. É, Mulher Bala ainda estava inserida nesta fase, em que, sem ter idéia do que a aguardava no futuro, tinha seus problemas atuais como os piores do mundo, a pior penitência que poderia pagar. Porém, algum tempo depois, teria consciência que com o aumento das responsabilidades, aumentariam também as proporções de seus problemas.

Mas, voltando à calçada da Mulher Bala, em mais uma das tardes em que o horário de verão se encarregava de atrasar o pôr-do-sol, lá estava ela e seu amigos reunidos na calçada para o ritual diário. Eis que um dos violões dasafina. Mas não era um violão comum, estava com um das tarrachas (pino que serve para afinar o instrumento) quebrada, impedindo a afinação de uma das cordas. Então um dos amigos solicitou um alicate, pois com o auxílio de um poderia afinar a tal da corda. Mulher Bala prontamente disparou em direção à sua casa, em busca de um alicate. Sentia-se feliz em estar prestando um favor, por mais simples que ele fosse. Até porque, nesse caso, a continuidade da diversão dependia disso. Logo em seguida, retornava ela estampando um sorriso no rosto. Sorriso de "missão cumprida". Mas, para a decepção dos presentes, o que Mulher Bala trouxe nas mãos foi um alicate de unhas!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Um filme para apreciadores de boa música


Juno, o filme de Jason Reitman estrelado este ano nos cinemas brasileiros e recém lançado em DVD, ganhou destaque ao retratar com personalidade a adolescência. Fugindo dos esteriótipos associados à esta fase da vida ao apresentar uma personagem de atitude, que engravida aos 16 anos e decide doar o bebê para um casal que não pode ter filhos. Parte da notabilidade do filme, que lhe rendeu o Oscar de Melhor Roteiro Original, se deve à sua relevante trilha sonora.

A trilha sonora de Juno se compõe de músicas com uma levada folk, de melodias doces e agradáveis, acompanhando com perfeição o clima do filme de, apesar de algumas adversidades, uma adolescência tranqüila vivida em cidade pequena e pacata. A sintonia do roteiro com a trilha é notável, ao passo que as músicas refletem a personalidade da personagem Juno (Ellen Page) e vice-versa, sendo, ao mesmo tempo delicada e rústica: delicada pelo tom das melodias e pela suavidade que tem certas situações da adolescência; rústica pela simplicidade das músicas, boa parte composta por voz e violão, e pelo estilo despojado da personagem.

A impressão que se tem é de que a construção da trilha se deu com a mesma atenção que se dá a outros elementos do roteiro de um filme, pois a trilha aparece como componente essencial da narrativa, uma vez que cada música se encaixa com perfeição a cada cena, tornando-se indispensável.

Vale ressaltar que o filme é uma boa indicação para apreciadores de música, não só pela trilha, mas também por seu roteiro que em diversas cenas tratar do gosto musical apurado da personagem Juno e de Mark (Jason Bateman), futuro pai adotivo do bebê que a garota espera e que torna-se seu amigo. Ambos trocam figurinhas como Kinks, Velvet Underground, Mott the Hoople e Sonic Youth.

Vale a pena conferir a trilha inteira, sem exceção. Boa parte dela é composta por músicas da novaiorquina Kimya Dawson (ex-Moldy Peaches), mas pode-se destacar outras pérolas (além das dela), como a versão de Superstar, do Sonic Youth para a música dos Carpenters; All I Want Is You, de Barry Louis Polisar; A Well Respected Man, de The Kinks; Piazza, New York Catcher, de Belle & Sebastian; e Anyone Else But You, de The Moldy Peaches.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A realização de uma monografia


Esta é uma imagem de um acontecimento real, que retrata parte do processo de realização de uma monografia: mergulho em livros, trabalho árduo e namorado, às vezes, em segundo plano.

Mesmo tendo adotado e adaptado, nesse último semestre, uma frase dita certa vez pela Amandinha (mas utilizada em um outro contexto), que "não tenho vida, só uma monografia e um namorado", em vários momentos este último acaba ficando em segundo plano, em favor da monografia. Quando entramos na faculdade ninguém conta exatamente o que é uma monografia, deixam estas informações para as letras miúdas no final do contrato. Tudo bem, é um trabalho que se faz necessário para diferenciar um curso de graduação dos demais; é uma das partes do processo que vai garantir nossa formação. Mas certamente é o trecho mais complicado e trabalhoso do caminho que leva, finalmente, ao diploma. Não quero desestimular quem está no meio deste caminho ou pretende ainda percorrê-lo. Apenas deixar registrada a impressão de quem está sentindo esta etapa na pele. Feito o registro, preciso voltar a monografar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sua vida daria uma Cinebiografia?

Estes textos postados aí embaixo (sobre os filmes) foram escritos não somente para o She Blos, mas, também, para um projeto de revista institucional para a cadeira de Assessoria de Imprensa II, da qual será direcionada à locadora Lua Azul, de Gravataí.
Eu e minha dupla, a Amandinha (dona do blog Asterisco Rock in Roll) decidimos dedicar uma parte da revista para falar de biografias cinematográficas. E para isso, resolvemos lançar uma pesquisa em nosso respectivos blogs:
Sua vida daria uma cinebiografia? Por quê?
Se quiser coloborar com estas humildes aspirantes a jornalistas, basta responder a pesquisa no espaço para comentários, deixar seu nome completo e ocupação e escrever que autoriza a publicação de sua resposta em nosso trabalho.
Deixe sua colaboração e ganhe como recompensa nosso reconhecimento por ter nos ajudado a tirar nota 10 (hehehe!)!!
Desde já, nosso sinceros agradecimentos!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Um pouco de cinema


Laranja Mecânica

Pode-se dizer que Laranja Mecânica é ousado para a época em que foi lançado, 1971, pela “ultraviolência” (utilizando a gíria característica dos personagens) que apresenta e por sua estética, repleta de referências explicitamente sexuais.
Se nos referirmos aos dias de hoje, a história permanece atual: jovem de classe média-alta, bons pais, boa criação, mas que sem nenhum motivo aparente começa a espalhar violência por onde quer que passe. O atos variam: arruaças, agressões, estupro. Tudo isso sem deixar que os pais desconfiem de nada, claro.
O filme deflagra, também, um outro tipo de violência, a do governo, amparada pela lei, que evidencia o despreparo das autoridades para lidarem com a violência praticada em todos os níveis da sociedade e a deficiência dos métodos de reabilitação.

O filme, baseado em um livro do escritor Anthony Burgess, de 1962, preservou o dialeto utilizado por Alex, o personagem central, criado pelo autor do livro, que misturou palavras em inglês, russo e gírias. Outro aspecto que chama atenção, é a trilha composta por músicas clássicas, sobretudo por Beethoven, que prevalece nas cenas de violência, acompanhando a “insanidade” de Alex.

Pul Fiction


Três histórias independentes entre si, contadas de forma atemporal, com personagens inseridos no mesmo contexto, humor negro característico de Tarantino, câmeras que permanecem no mesmo plano por consideráveis segundos. Certamente Pulp Fiction quebrou parâmetros no cinema. Não é à toa que se tornou um clássico, que mesmo tendo sido lançado em 1994, segue sendo lembrado e aclamado por cinéfilos até os dias de hoje. Foi com o filme que Quentin Tarantino ganhou maior visibilidade, por seu estilo inovador e, por que não dizer, audacioso de dirigir.

O mais interessante do filme é que ao invés de contar uma única história com começo, meio e fim, o diretor opta por três histórias contadas de maneira não linear, mas que se encontram por uma única característica: fazem parte do submundo do crime, que percorre no acostamento da sociedade dita de bem.
Outro aspecto que não se pode deixar de lado, são os diálogos, alguns longos, mas totalmente peculiares. Praticamente todos trazem pitadas de humor negro, mas a peculiaridade fica por conta dos assuntos tratados pelos personagens, como violência e drogas, de maneira natural e sarcástica.
Pulp Fiction, Tempo de Violência (como foi traduzido para o Brasil), é composto por uma trilha sonora totalmente pop e , igualmente seu elenco, que traz Uma Thurman, John Travolta, Sammuel L. Jackson e Bruce Willis. Aliás, após o filme, tais atores e música pop se tornaram uma marca registrada nos filmes do diretor, como uma fórmula para o cinema de Tarantino.