quinta-feira, 25 de março de 2010

LP Divertido - Uma música para mim


Como é bom ter uma amiga jornalista, chargista, imitadora nas horas vagas, piadista o tempo todo, 100% criativa, instrumentista e compositora. Eu estou falando da Amanda Porterolla - Amandinha, Amandita, Mandica! -, a dona do Asterisco Rock and Roll. Sabe por que é tão legal ter uma amiga multi-inteligências? Porque ela nos presenteia com as coisas mais originais.
Eu já ganhei feliz aniversário do Dikie e Mooh, charge da minha pessoa e até história em quadrinhos das minhas próprias histórias. Mas agora, ela se superou. Me presenteou com uma das coisas que eu mais gosto na vida: uma música! Imagina só, uma música minha, que fala de várias coisas que eu gosto, sobre mim, pra mim! Fiquei muito feliz e resolvi postá-la aqui. Aproveitando, tenho que divulgar mais um pouquinho do trabalho desta compositora nata e posto, também, a música Jackie, que eu também acho muito legal.
Ah, e inspirada no nome da minha música, LP Divertido, separei umas imagens de LP's bem divertidos que eu encontrei pela internet. Curte as músicas, enquanto confere as imagens!

LP Divertido



Jackie











sábado, 20 de março de 2010

Franz Ferdinand em Porto Alegre: O Show


A noite vinha chegando junto com o público, ainda tímido perto das 19h. A espera ainda era longa, nada comparado com a do Guns, mas longa. Afinal, lá se foram seis meses desde que os ingressos começaram a ser vendidos. Mas o que eram mais algumas horinhas para quem já havia esperado tanto tempo? Na verdade era uma eternidade, quanto mais se aproximava a hora do show, mais aumentava a ansiedade, a expectativa.
A entrada parece que é um alívio. A fila andando, as pessoas se posicionando próximas ao palco, quanto mais perto melhor, mais apertado, mais calor... ah, mas mais perto deles! Quanto mais perto, dá a impressão de fazer parte do show, é como uma extensão do palco, da banda. O local do show, Pepsi on Stage, era menor do vínhamos imaginando. De qualquer lugar que se escolhesse dava para ver o palco mais ou menos bem. Quando entramos os mais apressados já haviam roubado e agarrado com todas as suas forças os lugares nas primeiras filas. Mas ficamos ainda bem perto.

Depois do lugar escolhido, mais espera. Pior que esperar, é esperar com um péssima trilha sonora. Acho que o DJ que antecipava o show não fazia ideia de quem adentraria o palco naquela noite, pois o repertório estava repleto de tunt-tunts do momento e depois um CD i-n-t-e-r-m-i-n-á-v-e-l do Rappa! Pô, pelo menos podia ter tocado algo mais a ver com o estilo do show.
O fim da espera pareceu menos distante quando, lá pelas 21h15min, a Pública entrou no palco. A maioria do público, aparentemente, curtiu o show. Na minha opinião, o Franz merecia banda de abertura melhor, a Pública é muito fraquinha. Durante a apresentação da banda portoalegrense, timidamente, no cantinho do palco Alex Kapranos e Nick McCarty curtiam o show. Por essa atitude já se percebe a simplicidade dos caras. Se fossem outras bandas posers por aí, não apareceriam em público antes de começar o seu show. Provavelmente eles não queriam roubar a cena, mas a presença de parte do FF no palco só fez aumentar a ansiedade pelo térimino da apresentação da Pública, para a entrada da atração principal da noite.
Terminado o show da Pública, últimos ajustes no palco para a apresentação do FF. E a trilha para a "apresentação" dos roads foi uma salsa esquisita. Não satisfeito, o DJ solta um funk. Pediu para ser vaiado. Mas vai saber né, vai que foi o Kapranos que pediu para ouvir um funk. Gringo tem uma curiosidade com essa vertente musical brasileira.


Quando o corpo já começava a dar sinais de cansaço pela espera, aproximadamente 22h15min apagam-se as luzes. Apenas refletores azuis passeiam pelo palco. E eles entram. A euforia tomou conta do Pepsi on Stage. Para mim, um misto de euforia, felicidade e emoção. Ao primeiro acorde de Bite Hard as lágrimas brotaram. O que passou na cabeça foi a longa espera que finalmente culminara no show do Franz. E foi muito mais do que a espera na fila, espera pelos meses desde que o ingresso foi comprado. A espera vinha desde 2004, quando conheci Take me Out e foi amor à primeira audição. Logo após, ganhei o CD do FF em uma promoção e desde então passei a esperar por uma apresentação ao vivo deles. Desde então eles se tornaram uma das minhas bandas favoritas e quando entraram no palco me dei conta disto. De que se tratava do primeiro show que eu assistia do qual era inteiramente fã, que conhecia todas as músicas, músicas que já vinham me acompanhando por um bom tempo, que me já me divertiram e emocionaram e que, naquela hora, seriam apresentadas pela primeira vez ao vivo, na minha frente. Parece exagero, mas música representa algo muito intenso pra mim, interfere muito no meu modo de ser, até no meu humor. Por isso, estar prestes a conferir muitas das minhas músicas preferidas representava muito para mim. Até porque, o ao vivo é a parte mais importante para um apreciador de música. Se compra o CD, se baixa a música, imaginando ela sendo tocada no show . Poder ver de perto cada instrumento em harmonia, compondo um único som. E isso ganha uma relevância ainda maior, quando se pensa que muitas bandas já não existiam mais antes mesmo de você começar a gostar e o ao vivo ficará só na imaginação e nas imagens de alguma forma registradas. Pensando assim, assistir ao show de uma das grandes bandas da época vigente merece valor extimado.


Mas agora, mesmo me distanciando do meu "eu fã" para comentar o show, não posso deixar de dizer que foi incrível. Os caras são contagiantes, carismáticos, simpáticos e muito animados. Tudo bem que o baixista Bob Hardy e o baterista Paul Thompsom ficam mais na deles, mas nem por isso o show perde qualidade. Mas quem comanda a festa mesmo é o vocalista Alex Kapranos e o guitarrista Nick McCarty. Incorporam a empolgação das músicas e pulam o tempo todo, interagindo com o público, que conta ainda com o bônus das dancinhas de Kapranos e todo o seu rebolado. Mas o público foi completamente dominado quando o dedicado vocalista resolveu mostrar seus conhecimentos em língua portuguesa. Saiu muito mais do que um singelo "obrrrigado", como as bandas costumas fazer para agradar o público brasileiro. Kapranos mandou "Vocês estão bem?", "Mais alto!", "Tá bacana!" e ainda terminou apresentando toda a banda em português e agradecendo com um "Muito obrrrigado!".
O repertório foi desde para quem conhececia todos os álbuns, mesclando músicas do primeiro ao terceiro, até quem foi só pelos hits, pois nenhum deles ficou de fora. Mas a maioria do público parecia mesmo fiel, pois acompanhavam, no mínimo, o refrão de cada música.


Além de o show ter sido uma experiência inédita para mim, um outro acontecimento resolveu marcar sua estreia em minha vida, justo neste 18 de março. Lá pela metade do show comecei a me sentir extremamente cansada. Ainda pensei que tinha perdido a prática de acompanhar grandes shows. Mas o cansaço só foi aumentando, se transformando em fraqueza. Foi quando comecei a engergar o palco e os quatro integrantes do FF em formato de megapixels e uma sensação de TV sendo desligada. Pensei que era uma espécie de vertigem e ia passar. Mas de repente parecia que a TV em frente aos meus olhos estava cada vez mais próxima de se apagar por completo e então percebi que algo estava errado. Tratei de sair do meio da multidão, em plena Ulysses. Tomei um ar, fui até o banheiro lavar o rosto. E fazendo um parêntese, me chamou a atenção que muitas meninas se olhavam no espelho e se arrumavam enquanto Franz Ferdinand estava no palco. Achei estranho porque só fui até o banheiro porque realmente precisava, caso contrário, não arredaria pé enquanto o show não terminasse. Bem, mas após lavar o rosto me senti 100% novamente, pronta para me encaminhar para o meio da multidão novamente. O que me chateou foi que no meio da caminho começou a tocar The Fallen, uma das mais esperadas por mim, que me acompanhou até que eu conseguisse chegar, por incrível que pareça, exatamente no mesmo lugar em que me encontrava antes.
Faltando poucas músicas para o término do show, justo no final de Outsiders, quando todos se unem na frente do palco para tocar bateria, compondo um som incrível, nova visão de megapixels. Mas antes que se agravasse tratei de ir para um lugar com mais espaço, infelizmente bem mais distante do palco, mas, consequentemente, com mais ar. Não era a mesma coisa, mas, pelo menos, consegui terminar de assistir o show sem desmaiar no meio da multidão.
Uma das últimas músicas foi Jacqueline, na verdade um trecho dela com uma nova roupagem, com refrão lento como em seu início. Ficou faltando àquele baixo bem pegado e o seguimento acelerado. Outra coisa que faltou foi a parte que eu mais gosto do refrão de Lucid Drems, simplemente abolido da canção, mas não deixando de ser um dos pontos mais altos do show, juntamente com This Fire, que provocou uma explosão no público, com o perdão de trocadilho. E foi em Lucid Drems que o baterista, tão escondido ao longo de todo o show, ganhou uma apresentação solo, dividindo o palco somente com o sintetizador. Por, aproximadamente dez minutos, o show tomou forma de danceteria e todos se acabaram dançando ao ritmo daqueles sons eletrônicos com a enérgica bateria de Paul Thompson. Para fechar a apresentação, a mesma risada que encerra Thriller, do Michael Jackson.
Foi realmente um show incrível. É uma pena que tanta espera se acabe em, aproximadamente, duas horas. Saímos satisfeitos, mas já imaginando quando eles voltarão para o próximo.


Curiosidade: A minha ligação com o Franz é repleta de promoções. Quando adquiri o primeiro CD, em 2004, foi através de uma promoção da Rádio Pop Rock, em que a primeira pessoa que ligasse ao ouvir Take me Out na programação, ganhava o CD e uma camiseta. E agora para o show, claro que eu já havia comprado o ingresso há muito tempo, mas participei de uma promoção da agência de estágios IEL, em que a primeira pessoa que desse um RT em uma determinada mensagem deles via Twitter, ganhava um ingresso! Assim, pude levar meu namorado Klaus, que aprendeu a gostar de Franz comigo e, além de curtir muito o show, foi essencial quando eu passei mal.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Provável Set List e aperitivo para o Franz


Abaixo, o Set List que o Franz Ferdinand apresentou no show na Argentina. Provavelmente teremos algo parecido hoje. Vai ouvindo e aquecendo!

1. Bite Hard
2. The Dark of The Matinee
3. Do You Want To?
4. Can`t Stop Feeling
5. Van Tango
6. Michael
7. This Boy
8. Walk Away
9. What’s She Came For?
10. Take Me Out
11. Ulysses
12. The Fallen
13. Turn In On
14. 40ft
15. Outsiders

16. Jacqueline
17. No You Girls
18. Tell Her Tonight
19. Shopping For Blood
20. This Fire
21. Lucid Dreams


Só para dar um aperitivo, veja dois vídeos do show que os hermanos conferiram. Todos juntos tocando bateria no final de Outsiders foi incível! Tomara que eles façam isso hoje também!




quarta-feira, 17 de março de 2010

Para o aquecimento



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

E o Oscar vai para...


Com a proximidade do mais famoso evento de cinema do planeta, aumentam as especulações sobre os possíveis vencedores. Por isso, eu também quero dar meus pitacos sobre a entrega do Prêmio de Mérito da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, também conhecido como Oscar. Apesar de alguns dos filmes indicados estarem recém estreando pelas salas de cinema e outros que ainda nem nelas chegaram até o momento, vamos tentar falar um pouco, pelo menos dos mais cotados pela crítica, dentre os indicados.

Não é de hoje que os integrantes da Academia enchem os olhos com os, cada vez mais reais, efeitos especiais. Não à toa, que um dos mais falados têm sido Avatar. Dirigido por James Cameron, o filme é o atual fenômeno de aceitação do público e crítica. Os motivos para tal podem ser os mais variados. Mas algo me diz que o que mais impressiona os expectadores são os efeitos visuais. Para começar o fato de ser em 3D. Pois, normalmente, o que se vê por aqui são apenas animações apresentadas neste formato. Assim, quando aparece um filme que apresenta cenas com personagens reais em 3ª dimensão, vira a onda do momento. O outro chamarisco seria a quantidade de efeitos especiais, que também sempre ganham a atenção dos do público. Agora, em se tratando de roteiro, Avatar é o clichê dos clichês. Tudo muito previsível, personagens com estereótipos tão chavão que nem conseguem convencer. A história também não foge o lugar-comum, com todos aqueles pré-requisitos de uma trama à la blockbuster hollywoodiano. E não é que sempre dá certo!? Muitos ainda justificam a história dizendo que retrata o que o homem está fazendo com a natureza, enfim, com seu próprio mundo. Não subestimemos os cineastas, certamente muitos deles são capazes de abordar esses acontecimentos de maneira mais original. Apesar disso, não tiremos o mérito de Avatar, pois boa parte das indicações as quais concorre são devidas, pois haja tecnologia para efeitos visuais tão reais. Eles se preocuparam tanto com a aparência do filme, que esqueceram de elaborar um roteiro de qualidade. E, afinal, pelo menos, dentre as indicações, não está a de melhor roteiro original. Ainda assim, me questiono quais são os critérios para a escolha de melhor filme, uma das quais Avatar está no páreo e bem cotado para ser o vencedor.


Seguindo em frente, outro longa que também tem rendido boas críticas - mas nem perto do alvoroço de Avatar - é Bastardos Inglórios. O filme poderia ser descrito apenas com a frase: trata-se de Tarantino na direção e ponto. Mas vamos aos pormenores. Se não arrematar as outras sete indicações a que concorre, é mais do que merecido o prêmio de roteiro (mais do que) original. Entre tantos e tantos filmes que tratam sobre o nazismo, Bastardos Inglórios consegue dar uma abordagem inovadora ao assunto. Com aquela porção de sarcasmo que todo o apreciador de Quentin Tarantino conhece e que faz toda a diferença em cenas de violência, que são associadas a risadinhas debochadas. Apesar de abordar um tema histórico que poderia ganhar um final previsível, os dados verídicos não são levados ao pé da letra e levam a um desfecho surpreendente. Aliás, Tarantino está aí mais uma vez para mostrar que o cinema pode surpreender. Seja com uma fotografia que dê um toque especial a planos simples, inteligência para compor cenas que façam referências a grandes filmes da história do cinema e ótimos, ainda que longos, diálogos, o que dá espaço para que os personagens atuem com maestria. Como é o caso da atuação de Brad Pitt, que apesar de poupar comentários, não teve lugar na categoria melhor ator este ano. Outra bela atuação é a de Mélanie Laurent, que, infelizmente, também não está concorrendo como melhor atriz. Mas isto é entendível se pensarmos que o páreo não está fácil este ano, tendo entre as cotadas Meryl Streep, por Julie e Julia, uma recordista de indicações, tendo vencido duas das 16 vezes em que concorreu, e Sandra Bullock, por Um Sonho Possível, filme bastante esperado por aqui, mas que tem estreia prevista, pasmem, somente para 26 de março.


O filme que está empatado no número de indicações com Avatar é Guerra Ao Terror. O longa que, estranhamente, chegou ao Brasil em abril do ano passado já em DVD e somente este mês estreou nas telonas por aqui, também está na disputa por 9 indicações. Com a direção de Kathryn Bigelow
, a história que trata da realidade que soldados americanos vivem em missão em Bagdá, é conduzida de maneira original, do ponto de vista que faz uma abordagem nova para o gênero de filmes de guerra. O diferencial está em mostrar o pensamento dos soldados, a guerra pela ótica de quem, efetivamente, faz parte dela. Mas apesar de algumas das primeiras cenas causarem bastante tensão, nos prendendo ao filme, muitas cenas passam se tornam cansativas. Isto porque, há uma sequência de acontecimentos muito parecidos, caindo na mesmice. Assim, temos a impressão de que alguma coisa surpreendente está por acontecer. E o resultado acaba sendo uma longa espera por algo imprevisível, que não acontece. No início temos a sensação de que será uma trama de muita ação e adrenalina, até porque, trata-se de um filme sobre guerra, mas não é bem isso que vemos em boa parte de Guerra Ao Terror.

Outro filme que está merecendo o Oscar, nem que seja o de Melhor Atriz, é Preciosa – Uma História de Esperança. Baseado no livro da poeta e cantora norte-americana, Sapphire, a trama gira em torno de uma adolescente de 16 anos, gorda, pobre, negra e que tem dificuldades de aprendizado, devido ao abuso e violência que sofre em casa. Segundo a autora do livro, a história não é a biografia de uma pessoa específica, mas um apanhado de realidades que ela conheceu quando lecionava em uma escola do Harlem. Para contar a história da personagem Claireece Precious Jones, o roteiro conta com um bocado de cenas fortes, mas, talvez, as que mais toquem sejam justamente as mais sutis. Como quando a garota se olha no espelho e imagina enxergar uma garota loira e magra. São em trechos como este que entendemos o que passa na cabeça da jovem. E o que mais nos faz pensar, é que histórias como as de Peciosa, são verdadeiras, é imaginar que isso realmente acontece fora do cinema.


A cerimônia para entregado Oscar acontece no dia 7 de março. Façam suas apostas.

Lista de incados ao Oscar 2010.

Para entender o Oscar:

Quem seleciona os filmes indicados?


A pergunta que não quer calar: afinal, quem são os tais membros da Academia? Bem, é difícil saber como a história toda começou, mas atualmente tornam-se eleitores do Oscar, profissionais do cinema que tenham sido indicados, pelo menos uma vez, para algum prêmio. Cada profissional vota de acordo com sua área de atuação. Entre os poucos brasileiros que detém poder deste voto estão Fernanda Montenegro, Walter Salles, Bruno Barreto e Fernando Meirelles.


Quais filmes podem concorrer?


Concorrem ao prêmio todos os filmes apresentados durante pelo menos uma semana em no mínimo três cinemas do distrito de Los Angeles no ano anterior à cerimônia, e os membros da Academia indicam os cinco selecionados para a escolha final dentro de sua própria categoria (atores indicam atores, diretores indicam diretores etc). Após a seleção dos cinco finalistas em cada categoria, todos os membros votam e elegem um dos indicados (ou nomeados) ao prêmio em suas respectivas modalidades.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Invictus: Uma história de força e superação para um time e para um país


Para voltar a ativa neste blog de uma recém diplomada jornalista, nada melhor do que entrar no clima de uma das principais notícias do dia, os 20 anos da libertação de Nelson Mandela, e assistir a um filme que conte uma parte representativa de sua biografia: Invictus.
O longa dirigido por Clint Estewood, trata de uma das maiores "ferramentas" utitilizadas por Nelson Mandela, quando assumiu a presidência da África do Sul, para acabar com a segregação racial: o rugby.
Uma das primeiras cenas de Invictus cai como uma luva para demostrar, de cara, o clima de separação entre raças, no qual vivia o país: de um lado, um jovem time de rugby, composto só por meninos brancos, treina o esporte com a presença de um técnico, equipamentos e uniformes; do outro lado da rua, um grupo de garotos negros, disputam uma partida de futebol em um campinho de várzea, cada um por si, a maioria descalsos e sem camisa. Temos ali a realidade da África do Sul, até a década de 90.
Invictus, o título de um poema de 1875, de William Ernest Henley, lido por Mandela como uma válvula de escape, durante os 27 anos em ficou preso, foi a inspiração para denominar o filme. Após sua saída da prisão, Mandela, interpretado por Morgan Freeman, se torna, em 1994, o primeiro presidente negro da África do Sul, um país em que durante anos os negros, mesmo representando a maioria, não tinham nenhum direito político, social ou econômico.
Para diminuir o sentimento de separação entre negros e brancos, que presistia após sua eleição, Mandela tinha que encontrar uma forma de agradar ambos os lados. E foi na Copa Mundial de Rugby, que ele vislumbrou esta oportunidade. Na época, o rugby era um esporte apreciado exclusivamente por brancos, sendo, então, repudiado pelos negros. Mesmo assim, Mandela manteve fixa a ideia de que, se a seleção de rugby fosse campeã da Copa Mundial, defendendo o nome de seu país, automaticamente, todos os sul africanos se uniriam em torno deste acontecimento. Ele procurou então, o capitão da seleção, François Pienaar, interpretado por Matt Damon, para demonstrar seu apoio à equipe, que não se encontrava na sua melhor fase, e falar sobre a importância que a vitória teria para o país. E Pienaar resolve antrar na briga pelo título mundial.

Em torno deste acontecimento, Invictus se desenrola de maneira cativante, não só por transmitir toda a vibração que os jogadores de rugby demostram em campo, mas, também, por mostrar um pouco mais da realidade que Nelsom Mandela teve de enfrentar e tentar reverter. Na história, podemos conhecer, ainda, traços distintos de sua personalidade, que demostram mais claramente o porquê ele se tornou um líder tão importante para a história daquele país. Desta forma, Invictus representa não só a força e superação de uma seleção de rugby para vencer um Campeonato Mundial, mas, também, a força a e superação de um país.
Os atores centrais da história, Morgan Freeman e Matt Damon, pela atuação no filme, estão concorrendo ao Oscar, respectivamente, como Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante. Se levarem os prêmios, são merecidos, pois ambos atuam com plenitude no longa, principalmente Morgan Freeman, ator aclamadíssimo, que dispensa maiores comentários. Uma curiosidade sobre seu papel é que, em 1990, quando Nelson Mandela escreveu sua auto-biografia, ao ser perguntado sobre, se o livro ganhasse as telas de cinema, quem ele gostaria de ver interpretando seu personagem. A resposta foi, Morgan Freeman. Alguns anos mais tarde, eis se desejo realizado.

Confira o trailer:

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Franz em Porto Alegre, finalmente!!

Até que enfim os organizadores de shows de Porto Alegre criaram vergonha na cara e trarão à cidade uma das melhores bandas da atualidade: Franz Ferdinand!

Eu fiquei de cara todas as vezes que eles vieram ao Brasil e não deram nenhuma passadinha por aqui. Mas agora está confirmado: 18 de março de 2010, no Pepsi on Stage. Decidi, será meu presente de formatura. Vou correndo garantir meu lugarzinho na beira do palco, pois os ingressos já estão à venda, confere aqui os pontos de venda.

Vamos ouvindo algumas para entrar no clima:



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Up - Altas Aventuras (também para os adultos!)

Cada vez mais a indústria cinematrográfica têm investido nas animações (principalmente em 3D), vide Coraline, A Era do Gelo 3, Up - Altas Aventuras, Tá Chovendo Hambúrguer, todos lançados este ano. E pensa que o gênero é só para agradar crianças? Não mesmo! Afinal, via de regra, crianças não vão sozinhas ao cinema e seus acompanhantes merecem um agradinho. Digo isso, porque tenho assistido muitas animações ultimamente e tenho percebido que além das piadas que arrancam gargalhadas das crianças, alguns filmes apresentam uma mensagem que vai além do mundinho infantil. E quero falar especificamente do Up - Altas Aventuras (Pixar, 2009).

Quem vai ao cinema destinado a assistir uma animação, vai preparado para 1 hora e meia de diversão e risadas. Mas é totalmente surpreendido se percebe-se completamente envolvido pela emoção da história e se ao invés de risadas, brotam lágrimas. É isso que acontece em Up - Altas Aventuras. Dirigido por Peter Docter, o desenho animado conta uma bela história de amor, companheirismo, tempo e perda.

Carl Fredricksen, o personagem central, com 78 anos, se vê completamente sem chão ao perder sua amada esposa, Ellie, e estar prestes a ser internado em um asilo, tendo que abandonar a antiga casa em que sempre viveu com Ellie. Sem qualquer perspectiva de felicidade, torna-se um velhinho amargo e ranzinza. Eis que decide prender sua casa a milhares de balões e fugir voando (não sei por que, mas isso me lembra um padre brasileiro) até uma floresta da América do Sul. Acaba levando junto, por engano, Russell, um escoteiro de 8 anos. Sem querer, acaba aprendendo com o menino que a vida é para ser aproveitada enquanto dure e que a felicidade depende da vontade de cada um.

É por isso que Up vai além da diversão para crianças, pois sua mensagem atinge em cheio os adultos. Principalmente aqueles que vão deixando as tristezas e amarguras tomarem conta da vida, tornando-á uma rotina sem graça. Up nos faz lembrar do brilho da vida que surge quando somos crianças e que não pode ser apagado por decepções com as quais nos deparamos de vez em quando. Está mais do que recomendado: emociona, contagia e diverte.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Feira do Livro de Gravataí


Foi divulgada a programação deste ano para a Feira do Livro de Gravataí, que acontece entre os dias 1º e 7 de outubro. Entre os destaques da programação (não querendo ser tendenciosa...) estão o Consultório Poético, com Fabrício Carpinejar, e a peça Filhote de Cruz Credo, baseada em obra de Carpinejar.

Confira a programação completa:

01/10 - Quinta – feira

14h – Contação de história com Guilherme Ferrêra- no SESC
15h – Bate-papo com o escritor Carlos Urbim- no SESC
16h – Teatro de rua “Vendedor de Palavras”, com o Grupo Mototóti, na Praça
17h- Sessão de autógrafos com alunos do Colégio Fundação Bradesco, na Praça
19h – Versando na rua com Cia. Crakety, na Praça
20h – “Consultório Poético” com o escritor Fabrício Carpinejar, no SESC
21h – Apresentação musical: Bug Jones – acústico, na Praça


02/10 - Sexta – feira

14h – Espetáculo infantil “A arca de Noé”, no SESC
15h – Contação de história com Guilherme Ferrêra, no SESC
16h – Bate-papo com o escritor Marlon de Almeida, no SESC
18h – Abertura oficial da 23ª Feira do Livro, na Praça
19h – Bate-papo com o Patrono, o escritor e músico Duca Leindecker, no SESC
20h – Pocket show com Duca Leindecker, no SESC
21h – Bate-papo com o escritor e jornalista André Czarnobai (Cardoso), no SESC


03/10 - Sábado

15h – Lançamento do livro “Quarto sem Janelas”, da escritora Teresa Azambuya Cibotari, na Praça
15h30min – Oficina de Rima – um dos elementos do Rap, na Praça
16h – Espetáculo infantil “Jogo da Memória”, com o Grupo Teatro Sarcáustico, no SESC
17h – Sessão de autógrafo com a Profª Mariel Lohmann, na Praça
17h30min – Espetáculo de rua “Lorde Espiga”, com o Grupo de Pernas Pro Ar, na Praça
18h30min – Sessão de autógrafo com o jornalista Claudio Wurlitzer
19h – Sessão de autógrafo do escritor Borges Netto, na Praça
20h – Sarau do Clube Literário, com apresentação musical de Raquel Carneiro e Marcão Acosta, na Praça
21h – Programa da Mamma, no SESC


04/10 - Domingo

15h – Sessão de autógrafo com a escritora Teresinha Lori, na Praça
16h – Espetáculo infantil “Canto de Cravo e Rosa”, no SESC
17h - Sessão de autógrafo com o escritor Fabrício Peixoto, na Praça
18h – Espetáculo de rua “Equilíbrio”, com o Grupo de Pernas Pro Ar, na Praça
19h – Sessão de autógrafo do escritor Faustino Alves Filho, na Praça
20h – Espetáculo musical “Estandarte do Samba”, no SESC


05/10 - Segunda – feira

13h – Bate-papo com o escritor João Cony, na Praça
13h30min – Livro na tela: “O Pequeno Narigudo”, no SESC
15h – Bate-papo com a escritora Christina Dias, no SESC
16h – Camaleão Teatro de Bonecos, com “Flicts” de Ziraldo, no SESC
18h – Sessão de autógrafo da escritora Maria Izabel Moreira, na Praça
19h – Entrega de exemplar da Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno da Câmara, em Braille, à Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, na Praça
19h30min – Leitura dramática, no SESC
20h30min – Bate-papo com a escritora Leticia Wierzchowski, no SESC
21h30min – Espetáculo teatral “Carmem”, no SESC


06/10 - Terça – feira

14h – Bate-papo com a escritora e atriz Raquel Grabauska, no SESC
15h – Espetáculo infantil “Sabrina, 40 Fantasmas, Mais Uns Amigos e Outras Histórias”, com o Grupo Cuidado que Mancha, no SESC
16h – Contação de história com Guilherme Ferrêra, no SESC
18h30min – Oficina Literária, no SESC
19h30min – Apresentação musical: Diou Borges, na Praça
20h30min – Palestra com o frade dominicano e escritor Frei Betto, no SESC


07/10 - Quarta – feira

13h30min – Lançamento do Concurso “Poemas no Ônibus – 7ª Edição”, na Praça
14h – Contação de história com Guilherme Ferrêra, no SESC
15h – Espetáculo teatral “Filhote de Cruz Credo”, baseado no livro de Fabrício Carpinejar, no SESC
16h – Atividade lúdico-pedagógica com a escritora Léia Cassol, no SESC
19h30min – Bate-papo visual e sessão de autógrafo, com Leonardo Miranda, no SESC
21h – Espetáculo teatral “As Bufa”, no SESC

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Modern Kid - Júpiter mais moderno do que nunca

Felipe Maia, Astronauta Pinguim, Luiz Thunderbird e Jupiter Maçã / FotoEdu César
Felipe Maia, Astronauta Pinguim, Luiz Thunderbird e Jupiter Maçã / Foto:Edu César

Tenho uma relação de amor e ódio com o Júpiter Maçã. Uma hora acho ele genial, com todo o seu potencial criativo e inovador para compor suas músicas. Depois me irrito com tamanha maluquice nos shows, por ele não cantar direito, ficar viajando e avacalhar com as músicas ao vivo. Mas daqui a pouco sou obrigada a me render com tamanho talento e versatilidade.

E é totalmente rendida que me encontro agora, depois de ter ouvido a música Modern Kid. Se tem uma coisa que eu admiro muito em um artista, seja ele músico, ator etc., é versatilidade. E nessa música Júpiter faz algo totalmente diferente de tudo que já vi e ouvi dele. A começar pelo timbre, que destoa inteiramente do que até pouco tempo atrás, mesmo sem ele ser um "banana" (como na Marchinha Psicótica de Dr. Soup), lembrava algo a la Caetano. Se for para comparar, agora está bem mais para Alex Kapranos. Percebe a versatilidade!?

Mas isso é Júpiter, é reinventar, buscar no antigo algo novo, misturar, modernizar, inovar. Inovação é a palavra que resume Modern Kid. Com uma sonoridade bem modernosa, a faixa anima, te faz dançar e soa bastante pop, para uma música do Júpiter. Talvez parte da inovação tenha sido uma colaboradinha dos músicos que estão acompanhando o cara: Luiz Thunderbird, Astronauta Pinguim, Felipe Maia e Dustan Gallas.

E, claro, não poderia deixar de comentar o clipe que, vejam só, está concorrendo nada mais nada menos que MELHOR VIDEOCLIPE DO ANO NO VMB 2009! Dirigido por, André Peniche, o vídeo mostra um pouco do universo jupiteriano, um ambiente com alguns móveis antigos ,tipo brechó ou antiquário, e outras coisas meio futuristas, e no meio de tudo, além da banda, o Júpiter e suas dancinhas malucas dão o toque final.

No mais, o clipe e a música falam por si. Confira!