Tá bom, eu sei que não se fala em outra coisa. Mas depois que eu vi as vaquinhas eu me apaixonei e preciso falar também. Nos últimos dias, um rebanho de arte invadiu Porto Alegre. Certamente, você que circula pela cidade, já se deparou com uma das 81 simpáticas e coloridas vaquinhas, pois elas estão espalhadas por todos os lados. É a CowParede, uma mostra itinerante que acontece em todo o mundo, com o objetivo de, praticamente, tirar a arte de dentros de museus e levar para as ruas. Além disso, após o período de exposição, as vacas são leiloadas e a renda é destinada a instituições de caridade. Quem está patrocinando esta edição do evento é a Mu-Mu, nada mais propício que uma empresa que tem como símbolo aquela famosa vaquinha preta com um flor vermelha na boca, apoie uma mostra de vacas.
A vaca foi escolhida como objeto de trabalho para o artistas, por tudo o que representa ao redor do mundo, sendo considerada sagrada em alguns países, histórica em outros, mas, principalmente, por despertar simpatia por quem a observa. E, também, por ser o animal que daria maior liberdade para os artistas trabalharem, por suas formas e amplitude.
As vaquinhas feitas em fibra de vidro são decoradas por artistas locais. Além de pintores, escultores, artesãos, arquitetos e designers profissionais, a CowParade também oferece a oportunidade para que amadores mostrem seu trabalho, desde que apresentem um projeto criativo para a seleção.
A CowParade já passou por 55 cidades de todo o mundo, desde 1999. Aqui no Brasil, ela esteve em São Paulo (2005), Curitiba (2006), Belo Horizante (2006) e Rio de Janeiro (2006). Em Porto Alegre, as vaquinhas poderão ser vistas até o dia 20 de novembro, nestes locais. E quem ficar com vontade de levar uma delas para a casa, mas não tiver poder de barganhar uma no leilão, pode adquirir uma miniatura aqui ou nas melhores lojas de presentes do país.
Confira algumas das mais fofas e criativas:
Obra: Vaclown; Artista: Daniel Lion
Obra: Cowstelação; Artista: Letícia Poyastro e Diego Moura
Obra: Os Prazeres da Carne; Artista: Mariana Couto Schmidt
Não é de hoje que descobri que, muitas vezes, o melhor das entrevistas acontece nos bastidores. Na verdade, tive certeza disso qunado esntrevistei o excêntico Júpiter Maçã, quando ele me perguntou se estava com cheiro de sexo. Como assim, né.
Ultimamente fiz algumas entrevistas bem legais e, novamente, acontecimentos durante a conversa propriamente dita foram um tanto inusitados. Uma delas foi com Fabrício Carpinejar - a minha terceira com ele. O local sugerido pelo próprio foi o Moinhos Shopping. Mas, chegando lá, ele disse que estava precisando urgente de uma sessão de mesoterapia, um tratamento para dor nas costas. Perguntou então se poderíamos conversar no consultório de sua namorada, a médica Cínthya Verri, que era alí pertinho. Como eu adoro entrevistas inusitadas, não ia recusar. Acabou que parte da conversa foi com Fabrício, sem camisa, deitado na maca, recebendo o tratamento da namorada.
Outra entrevista foi com o pessoal do Pretinho Básico. Esta não aconteceu nada que fosse muito além do previsto, o diferencial é que nunca sabemos o que pode vir deles. A impressão que se têm quando se fala com eles é de que se está no meio do programa ao vivo, porque os caras são exatamente como aparentam no Pretinho. Tiram sarro um do outro o tempo inteiro e tudo é motivo de piadas e trocadilhos. Aproveitaram a ausência do Cagê para caracterizá-lo com pior integrante do programa, tudo de ruim que se falava era o Cagê. No fim, o L. Potter ficou até preocupado que ele fosse se chatear e, em um momento único falando em tom de seriedade, pediu para não publicarmos tudo o que falaram de mal do integrante.
As matérias foram feitas para a Revista Eléve e estarão disponíves a partir do dia 15 de setembro, na edição online ou na versão impressa, nos pontos de distribução.
Eu não sou nenhuma fã de Pato Fu, bem longe disso, mas admiro a banda, principalmente, por eles sempre buscarem inovação. Prova disso é a última novidade dos mineiros: um disco inteiro tocado com instrumentos de criança. Resolveram roubar os brinquedos dos filhos para lançar o álbum Música de Brinquedo, em que fazem covers de Elvis, Rita Lee, Beatles, entre outros. Eles tiveram que aprender a tocar os mini-instrumentos, o que, segundo os própiros, não foi fácil, mantiveram os arranjos originais das músicas e até seus filhos entraram na onda, fazendo divertidos e desafinados backing vocals.
Confere como ficou a versão de "Live And Let Die", do Paul McCartney:
Conheci o Thiago Pethit uma noite dessas no Altas Horas. Peguei o programa pela metade, mas simpatizei com a música de cara. Pianinho agradável, voz suave e letra delicada. O paulistano lançou seu primeiro álbum, Berlim, Texas, este ano e já vem sendo super elogiado. Tive a impressão de que nem tudo está perdido na música feita por jovens brasileiros.
O clipe de"Mapa-Múndi" é tão querido quanto a música:
Quentin Tarantino é tão autêntico que alguns sites sobre cinema têm dificuldade de enquadrar seus filmes em um gênero. Chega a ser engraçado, mas é possível encontrar diversas definições para o mesmo filme em diferentes sites. Para À Prova de Morte, por exemplo, me deparei com diferentes fichas técnicas em que alguns o definiam como suspense, outros ação ou ainda terror. Mas a definição mais justa foi a que criou um novo e único gênero: Quentin Tarantino. O cara tem um estilo tão próprio que merece mesmo que seus filmes sejam enquadrados em um gênero com seu nome. Qualquer outra deinição soaria rasa para o cinema tão completo e original de Tarantino.
Esta semana, depois de sonhar longamente com o próprio diretor, que no sonho, dirigia perigosamente seu carro comigo na carona, assisti à sua última obra que chegou ao Brasil, À Prova de Morte. Mesmo tendo sido lançado em 2007, o filme chegou por aqui somente este mês, devido ao insucesso que teve em seu país de origem. Realmente não entendi este fato, porque Tarantino é Tarantino. Quem gostou de um de seus filmes, não tem como não gostar de outro... De todos os outros. E À Prova de Morte é isso, uma mistura de suspense com ação e um pouco de terror, diálogos afinados, trilha sonora incrível (a qual não consigo parar de ouvir desde que assisti o filme), acrescidos de porções de homenagens ao que o diretor admira no cinema. Sem mais. O cara que disse que não frenquentou a escola de cinema, mas sim, o cinema, é gênio incontestável. Assita À Prova de Morte e comprove, pois, repito, Tarantino é Tarantino!
No último sábado o Jack Rabbit, único local entre Gravataí e Cachoeirinha capaz de nos salvar com música boa, trouxe a Damn Laser Vampires para seu palco. Confesso que nunca tinha prestado muito atenção na banda, nem sei porquê. Mas quando o show começou a surpresa foi boa. Principalmente porque foi a coisa mais inovadora vinda de Porto Alegre que eu ouvi nos últimos tempos. E como é bom ouvir algo que soe novo, criativo e original. Algumas músicas me lembraram um pouco de rockabilly, outras punk rock e outras ainda anos 80, tudo com uma roupagem própria.
Outra coisa que me chamou atenção foi o tom do vocalista (e guitarrista), Ron Selistre, grave e soturno, em algumas músicas, bem de acordo com o visual da banda, vestidos de preto e a guitarrista, Francis K, na pele de Mulher Gato. O trio composto por, além de músicos, ilustradores, também conta com o baterista Michel Munhoz. Eles têm influência do psychobilly do The Cramps e ganharam uma definição curiosa, dada por Joshua Warfel, do selo Devil’s Ruin: "O trio de punk polka favorito de Satã".
Bem, já que em cinco anos de banda eu ainda não tinha me dignado a ouvir o som deles, agora compenso o tempo perdido com uma entrevista. Segunda-feira mesmo, entrei em contato com a DLV por e-mail e quem me respondeu, gentilmente, foi o Ron Selistre.
She Blogs - Fale um pouco sobre o surgimento da banda. Como nasceu a ideia, de que forma chegaram a esta sonoridade e a este conceito visual? Ron Selistre - Surgimos em 2005. A única ideia era tocar a música que queríamos ouvir e que ninguém estava tocando. A sonoridade e o visual vieram juntos, diretamente inspirados pelas coisas que ouvíamos, víamos e líamos.
SB - Vocês mesmos produzem e dirigem seus clipes e criaram o material gráfico do álbum. Esta é uma opção para que tudo o que diga respeito a banda tenha totalmente a cara dos três? RS - Na mosca. Exatamente isso.
SB - Pelos clipes, percebe-se que vocês gostam de cinema, tanto que já fizeram até um curta-metragem. Em qual vertente do cinema vocês buscam inspiração na hora de fazer os vídeos das músicas? Cite filmes que vocês têm como referência. RS - Gostamos de expressionismo (nosso clipe "Bracadabro"é inspirado em Robert Wiene), de horror dos anos 80 e das coisas em torno desse universo, principalmente. Alguns filmes, vejamos... "O Gabinete do Dr. Caligari", "O Corvo", "Faster Pussycat! Kill! Kill!", "Fome de Viver", "The Bat"...
SB - Pelo fato de os três trabalharem com imagem e por terem um visual característico, para vocês, qual a importância da parte visual para uma banda? RS -Visual é tão importante quanto a música. Nem mais, nem menos. Algumas pessoas podem ter um certo pudor em admitir isso, mas nós somos assim e gostamos. Nos atrai tudo que possa acrescentar uma tridimensionalidade à música. Um show de rock é, por definição, uma arte teatral. Música pra nós é como comida, e nós gostamos de servir o prato bem cheio, com vinho, com tudo.
SB - Por que a DLV é o "trio de punk-polka favotito de Satã"? De onde vem essa relação com temas satânicos? RS - O Joshua Warfel, do selo Devil’s Ruin, que lança os nossos discos nos EUA, foi quem nos deu o título. A relação existe, embora naturalmente não possamos falar muito a respeito. Preferimos que isso fique no terreno do humor. Mas não podemos ser chamados de satanistas. Satanistas são pessoas sem nenhum senso de humor que gostam de trepar com cabras.
SB - Alguns músicos brasileiros que cantam em inglês dizem ter optado pelo idioma por facilitar na composição. Com vocês é a mesma coisa? Já tentaram compor em português alguma vez e não gostaram do resultado? RS -A nossa sonoridade é influenciada pelo rok original e a origem do rock é inglesa, então é natural que a música já surja em inglês. A única vez que gravamos em português foi pra trilha de "Ainda Orangotangos", em que fizemos versões de Cascavelettes e Atahualpa Y Us Panquis. Mas no caso eram versões, nós não compomos em português.
SB- Como é o processo de composição? Qual é a fonte de inspiração para as letras? RS - Não tem uma receita, cada música nasce de uma fagulha própria. Um riff, uma batida, algo que a gente faz questão de explorar e desenvolver até virar uma música. Com as letras é a mesma coisa, a única diferença é que aí a culpa é toda do vocalista.
SB - Vocês tiveram seu álbum lançado em alguns países fora do Brasil. Já fizeram shows fora do país? Como é a repercussão do som da banda lá fora? RS -Ainda não tocamos fora do Brasile, isso deve acontecer quando chegar a hora, Temos admiradores espalhados pelo mundo, o que é uma alegria pra nós, e pór isso recebemos convites e propostas, mas só partiremos pra uma tour gringa quando realmente valer a pena. Hoje é possível que uma banda construa uma base de fãs no exterior sem nunca ter deixado o seu país, acho que disso nós tiramos bastante vantagem.
SB- O que vocês acham da febre de filmes e livros sobre vampiros que brilham que surgiu recentemente? Vocês não têm medo de alguém achar que a banda é fruto dessa onda de vampiros bonzinhos? RS - Sério, eu nem sei muito bem do que se trata. Sei que é uma moda que as crianças curtem, e tal, mas sinceramente nós não damos a mínima bola pra isso.
SB - O que vocês tem ouvido ultimamente? RS - Ultimamente temos ouvido “It’s Not Human, It’s Human Trash”, incrível disco de estréia do Human Trash, e “No Sweat”, o novo do mestre Uncle Butcher. Também Stiv Bators, e muito garage-punk dos 60 e 70.
Chega mais um Dia do Amigo e mais uma vez eu, praticamente, me obrigo a escrever sobre estes parceiros de todas as horas. Não tem como ser diferente, porque amizade é uma das relações que eu mais prezo. Desde sempre. Não que eu tenha assim uma quantidade imensa de amigos, mas sempre fui daquelas de ter alguns poucos, mas fiéis. E dentre estes, sempre tive um(a) melhor amigo(a). Isso eu lembro de acontecer já com os primeiros amiguinhos da rua e na primeira série. Brincava com alguns, mas sempre tinha uma amizade inseparável, aquela que a gente compartilha os segredos, a que sempre faz dupla nos trabalhos, essas coisas. Acho que sempre tive uma certa dependência de amigos. Amizade é um vício.
Já tive vários tipos de amigos. Os de fase, que a rotina transforma em amigos, mas que acabam ficando para trás com a mudança de cotidiano. Os que a primeira vista parecem os melhores, mas deixam de ser amigos, mostrando que são os piores. Os que moram longe, mas quando encontramos é uma festa. Os que nos encontram só em festas, mas que sempre garantem um bom papo de boteco. Os inseparáveis que, de repente, nos abandonam por um romance, mas depois voltam direto para o nosso ombro. Os que se tornam melhores amigos e, de repente, namorados... Mas os melhores de todos são os que, com o tempo, se tornam cada vez mais amigos. Estes nós podemos ver todo o dia e sempre temos assunto. Ou ficar uma semana sem ver - que parece um mês - e são necessárias horas para colocar em dia todas as novidades. Estes podem se afastar por algum motivo, que depois será tudo como antes. Estes nós já sabemos o que pensam, prevemos o que vão falar. Relevamos seu mal humor. Apontamos seus erros, com a inteção de fazê-los repensar, e eles farão o mesmo por nós. Com eles damos as melhores risadas. Temos o mesmo tipo de piada, achamos graça das mesmas coisas. Na hora do aperto, nos pagam cerveja sem reclamar. Com eles discutimos a relação sem entrar em conflito. São parceiros para tudo, topam qualquer negócio. Com estes o lugar da festa não fará diferença, o que vai determinar a diversão é a companhia. Estes são os verdadeiros amigos.
Hoje eu tenho poucos, mas bons amigos. E tenho a impressão de que são os mesmos que irão me acompanhar o resto da vida. Já vejo todos casados e um visitando a casa do outro. Marcando jantinhas, festinhas, viagens. Um apadrinhando o filho do outro. Quero sempre tê-los por perto.
Como amizades verdadeiras nos fazem bem! Feliz Dia do Amigo a todo os meus amigos! Vida longa à nossa amizade!
P.S.: Ainda essa semana estava constatando com o Klaus, que é meu namorado e também um dos meus melhores amigos, que mesmo tendo dois anos de namoro, não perdemos a essência do que nos uniu, que foi a amizade. E isso garante ótimas e longas conversas. Se tornar namorada de um melhor amigo foi a melhor experiência amorosa que eu já tive (e estou tendo), porque pulamos várias etapas, tudo flui melhor, pois já conhecemos bem um ao outro. Eu recomendo! Por isso dedico este texto aos meus amigos e também ao Klaus.
Depois de 11 anos, Toy Story voltou para rememorar a infância dos antigos fãs do querido cawboy Woody. À primeira vista, o lançamento de um terceiro filme, após tanto tempo desde o segundo, não parece uma boa ideia. Até porquê, dar continuidade a uma mesma hostória, sob o comando de um novo diretor, passa a impressão de que algo vai fugir à essência. Sem contar o detalhe de que, é fato, filmes em trilogia vão perdendo a qualidade aos poucos: o primeiro é ótimo, o segundo decai um pouco e o tericeiro um pouco mais. Porém, quem for assistir os queridos brinquedos do Andy com esse pensamento, pode ter certeza de que se engana.
Desde que o primeiro Toy Story foi lançado, lá em 1995, o cinema de animação evoluiu muito. Têm surgido ótimos filmes, com bons roteiros, qualidade de imagens e enquadramentos e humor para adultos e crianças. A fórmula para o terceiro filme da sequência ter dado certo foi unir alguns dos responsáveis pelos longas anteriores a pessoas novas. O diretor do filme 3, Lee Unkrich, um velho conhecido de Woody e sua turma, havia sido produtor de Toy Story 1 e 2, juntamente com Randy Newman, que, novamente, foi o responsável pela trilha. A grande novidade ficou por conta do roteiro de Michael Ardnt (A Era do Gelo) e Andrew Stanton (Wall-E). Assim, a essência de Toy Story ganhou a criatividade de novas cabeças pensantes. E quem se dá bem com essa união são o expectadores, que ganham um resultado de nostalgia boa da infância e muitas risadas. Ganha destaque um novo personagem que aparece e rouba a cena. É o Ken, o conhecido namorado da Barbie, um metrosexual divertidamente incompreendido. E o velho Buzz Lightyear se torna ainda mais engraçado quando, por acidente, incorpora uma personalidade de amante caliente. A única ressalva para Toy Story 3 é: não assista em 3D. A sensação da terceira dimensão é, praticamente, inexistente. Para dar uma ideia, as propagandas que antecedem o filme têm muito mais efeito 3D do que o longa inteiro. Isso que eu gosto de animação em terceira dimensão. Mas parece que neste caso o intuito foi pura arrecadação de ingresso mais caro, infelizmente.
Esses dias estava com uma vontade de ouvir música nova, conhecer uma banda ainda desconhecida para mim. Eis que chega o Klaus com uma banda que ele descobriu em um show que estava passando no Multishow. O nome da banda é White Lies. É composta por quatro caras da Inglaterra e foi formada em 2007. Não é assim a coisa mais original surgida nos últimos tempos - até porque lembra um pouco o estilo The Killers de ser -, mas o som é bem legalzinho. Por ser uma banda recente, eles têm apenas um disco lançado até agora, que é o To Lose My Life. É uma boa para animar a noite de véspera de feriado.
Confere aí duas das mais legais (para mim, pelo menos):
O Cirque du Soleil deixou Porto Alegre, mas todo o seu encanto ficou na memória. O Cirque é incrível e todo mundo sabe, pelo menos de ouvir falar. Por isso, nada que eu diga vai influenciar sobre toda a sua magnitude, pois o Cirque, por si, prova porque é dono dos espetáculos mais mágicos do mundo. Mesmo assim, preciso deixar minha impressão sobre Quidam, que tive a oportunidade de assistir.
Desde que soube da existência do Cirque du Soleil, tive vontade de conhecer seus epetáculos de perto. Isto porque, eu sempre gostei de circo, palhaço e tudo que esteja ligado ao lúdico, a tudo que nos faça sair um pouco da nossa realidade. E nesse sentido, sem dúvida alguma, o Cirque du Soleil é a trupe mais completa. E foi este ano que finalmente chegou o grande momento, a minha grande oportunidade de assistir um de seus espetáculos, o Quidam. Isso, graças ao dom do meu namorado, Klaus, de realizar os meus sonhos. Ele me levou ao Cirque como um presente de aniversário de namoro, no dia em que completamos 2 anos. Foi o melhor presente que já ganhei na vida! E eu dou um valor ainda maior a este presente, porque se eu não ganhasse, minha oportunidade seria adiada novamente, como foi em 2008, na vinda do Alegria.
Sobre Quidam, não sei nem por onde começar... É mágico! São pessoas incríveis, que incorporam personagens, criam um mundo próprio e nos convidam a conhecê-lo. Por duas horas e meia, somos transportados ao mundo de Quidam, com objetos e pessoas flutuantes, números quase mais rápidos que nosso olhar, movimentos que, a todo momento, desafiam a gravidade. Tanto que, algumas vezes, temos vontade de esfregar os olhos, pois parece inacreditável o que estes artistas são capazes de fazer. Ficamos imaginando quanto tempo deve ter sido dedicado ao treino, até que os números chegassem tamanha perfeição.
O espetáculo conta a história de Zoé, um menina que vive triste por não ter atenção dos pais. Mas tudo muda quando ela encontra o universo de Quidam, que em latim significa transeunte, um personagem misterioso, sem cabeça, muito alto e que carrega um guarda-chuva. E este universo, o qual nós também adentramos, mescla momentos de bastante alegria, com outros de muita obscuridade. A alegria fica, principalmente, por conta de John, uma espécie de animador, que entra em cena a cada troca de número. Com tentativas atrapalhadas de mostrar seus dotes circenses, ele consegue arracar muitas gargalhadas. Outro responsável pela diversão é o Clown, que na verdade não se caracteriza como um palhaço convencional, mas seu papel é divertir da mesma forma. Seus números contam com a participação de pessoas da plateia, o que deixa a apresentação mais espontânea e engraçada.
Quanto à obscuridade, alguns números transmitem bastante tensão. Como o da contorcionista Anna, que se movimenta na coluna de tecido vermelho. Seus gestos passam uma sensação de tristeza e angústia. Outro momento bastante tenso é a apresentação do casal Jérôme Le Baut e Anna Vicente. Este foi um dos números que mais me impressiou, fiquei de queixo caído, de verdade. Eles fazem movimentos de força e equilíbrio, sem perder o contato do corpo um do outro. E ficam tão concentrados, que dá até medo de aplaudir, por não querer atrapalhar. É incrível.
Mas outro número que merece destaque é o Diabolos. Quatro chinesinhas, de catorze anos cada uma, se apresentam com uma espécie de ioiô chinês. Elas são extramamente rápidas e, além de "brincar" com os diabolos, elas ainda fazem acrobacias e saltos ao mesmo tempo. E o mais impressionante é a perfeita sincronia entre elas. Novamente me pergunto, quanto tempo elas treinaram para chegar este nível de perfeição, pois com apenas catorze anos, devem ter começado a brincar com diabolos ainda no berço!?
Para transpor tanta perfeição, cada detalhe do espetáculo é milimetricamente planejado. Por exemplo, a trilha musical está em perfeito acordo com cada movimento que é executado no palco. Isso colabora para aumentar ainda mais a emoção de cada número. E os músicos tocam ao vivo, fato quase imperceptível, se não olharmos para a banda, pois o som é irretocável. Outro detalhe, é que a cada apresentação, além dos artistas principais, muitos outros ficam em cena, compondo o número, para ser impossível que percamos a atenção mesmo, pois para onde olharmos, enxergaremos parte do espetáculo. Sem falar no figurino e maquiagem. Lindos, impecáveis.
Ao final do espetáculo, ficamos com um gostinho de quero mais. Uma vontade de não se despedir daquele universo mágico. E uma sensação de que valeu cada centavo (apesar de, nesse caso, eu não ter desembolsado nenhum). É incrível que estas pessoas tenham tanta sensibilidade artística, além de muita técnica e dedicação, para criar espetáculos como este, capaz de nos proporcionar momentos indescritíveis. Simplesmente imperdível. Tenho certeza de que não existe pessoa no mundo que assista e não se encante. Não tenho mais palavras para descrever, até porque, não há palavras suficientes para descreverem Cirque du Soleil.
Quidam se despediu e deixou saudades, mas todo o seu encanto e magia vão ficar na recordação daqueles momentos únicos. Que venham mais espetáculos do Cirque du Soleil.
Curiosidade: O nosso ingresso era o do setor mais barato, ou seja, pior visão. Mas como o Cirque não estava com lotação máxima naquele dia, nos realojaram para um lugar de preço médio e pudemos assistir de um lugar com visão mais central. Sorte!
Falar, principalmente, de assuntos relacionados à: música, cinema, cultura em geral. Mas, também, o que mais vier à cabeça! Sinta-se a vontade para desfrutar de nosso conteúdo e tecer comentários.