quinta-feira, 26 de maio de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Oscar 2011
Depois de tanto tempo sem escrever nada por aqui - o que chega a ser uma vergonha - só mesmo um motivo de força maior para eu criar vergonha na cara: a entrega do Oscar 2011. E este ano eu não poderia deixar de dar meus pitacos, porque consegui assistir todos que concorrem ao prêmio principal.
Para começar, tenho que recordar a frase dita por José Wilker no Oscar do ano passado. Segundo ele, o grande vencedor de 2010 poderia definir os caminhos do cinema dali para frente: se penderiam para o lado dos efeitos visuais - no caso de ganhar Avatar -, ou se seguiriam para o ramo das ideias - se ganhasse Guerra ao Terror, como de fato aconteceu. Apesar de muitos lançamentos em 3D, principalmente de animações, os indicados deste ano nos mostram que o cara estava certo mesmo. A grande festa do cinema deste ano nos brinda com histórias muito mais para se pensar do que para, simplesmente, olhar.
O que mais chama a atenção nos concorrentes deste ano são as grandes atuações. Atores e atrizes em um grande momento de suas carreiras, dão uma colabporação brilhante aos indicados. Também vale destacar o tino para histórias atuais, como o caso de A Rede Social e Minhas Mães e Meu Pai, o primeiro sobre o boom do Facebook e o segundo sobre uma família homosexual, comandada por duas mães. São filmes produzidos por quem teve tino para documentar acontecimentos e fenômenos vivenciados em nosso momento atual. Dito isso, vamos aos meus favoritos.
Quanto ao Ator Principal, fiquei no dilema entre Colin Firth, que interpretou brilhantemente o gago da corte, e James Franco, este que, em 127 horas, nos imergiu em todo o tipo de emoção e sensação possível, na tentativa de ser fiel à história real e impressionante, vivida por Aron Ralston. Mas quem tem mais chances este ano parece que é mesmo Firth, devido ao fato de que a Academia ficou, praticamente, em dívida com ele por não tê-lo contemplado no ano passado. E também, temos que concordar que virar um gago da noite para o dia, não é fácil.
Para mim, Hailee Steinfeld deve ganhar o prêmio de Atriz Coadjuvante, por Bravura Indômita. A jovem que mostrou o lado feminino do Western, que também pode ser corajoso e bravo, como o próprio nome do filme sugere. Deixou claro o pulso firme e blefes, audaciosos, como o típico estilo cinematográfico exige. Mas também deixando, às vezes, escapar o olhar frágil e sensível de uma garota de 14 anos.
O Melhor Roteiro Original deve ser de A Origem, e bota original nisso. A trama totalmente maluca, consegue envolver e, apesar de ir nos levando para uma história dentro de outra, a sequência não deixa ninguém no vácuo. Apesar de não gostar muito deste tipo de enredo, me convenceu.
Como Toy Story também está na disputa pelo maior prêmio da noite, provavelmente receberá o de Melhor Animação. É realmente uma bela e divertida história, que ao contrário de muitas que resolvem se prolongar por duas ou três sequências, não perdeu a qualidade. O que deixou a desejar foram os efeitos em 3D, que parece ter sido mais um dos que aproveitaram a onda para aumentar a receita com bilheteria.
Um categoria que eu gosto muito e que tem tido cada vez produções mais legais é Curta-Metragem de Animação. Estes têm aberto muitos longas também de animação e, muitas vezes, acabam sendo tão bons ou até melhores do que o filme principal. Apesar de não ter assistido todos da categoria, gostei muito de Day & Night, uma produção com senso de oportunidade, que soube aproveitar de uma maneira super criativa o recurso da terceira dimensão.
Infelizmente, uma grande produção de um, igualmente, grande diretor, Martin Srcosese, que ficou de fora do Oscar deste ano foi Ilha do Medo - péssima tradução para Shutter Island, que deu uma impressão totalmente errada sobre o filme. O longa é incomparavelmente melhor do que muitos dos concorrentes a Melhor Filme, como O Vencedor, Minhas Mães e Meu Pai e Inverno da Alma, por exemplo. Tudo bem que a premiação não teria como abranger todas as produções, até porque neste ano não tivemos assim nenhuma se se sobressaísse tanto sobre a outra. Mas foi uma tremenda injustiça com o thriller psicológico.
Para quem ainda não assistiu todos, recomendaria como top five: O Discurso do Rei, Cisne Negro, 127 horas, Toy Story e A Rede Social.
Ainda dá tempo de assistir alguns. Corram, assistam e façam suas apostas.
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Lisiane de Assis
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
CowParade - A Arte Tomou Forma de Vaca e Invadiu Porto Alegre
| Obra: A Vaca Foi pro Beco; Artista: Andrey Damo |
Confira algumas das mais fofas e criativas:
| Obra: Vaclown; Artista: Daniel Lion |
| Obra: Cowstelação; Artista: Letícia Poyastro e Diego Moura |
| Obra: Os Prazeres da Carne; Artista: Mariana Couto Schmidt |
| Obra: Vacavatar; Artista: Mirele Riffel |
| Obra: Vacas Enfileiradas; Artista: Renato Maurina Rôa |
| Obra: ZH Dominicow; Artista: Rodrigo Oliveira |
| Obra: Mu-Mu; Artista: Bendito Design |
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Lisiane de Assis
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Para animar o fim de semana que se aproxima
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Lisiane de Assis
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17:04
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Os bastidores são o melhor das entrevistas

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Lisiane de Assis
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Algumas músicas queridas: Pato Fu e Thiago Pethit
Confere como ficou a versão de "Live And Let Die", do Paul McCartney:
O clipe de "Mapa-Múndi" é tão querido quanto a música:
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Lisiane de Assis
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22:32
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Tarantino é Tarantino!
Quentin Tarantino é tão autêntico que alguns sites sobre cinema têm dificuldade de enquadrar seus filmes em um gênero. Chega a ser engraçado, mas é possível encontrar diversas definições para o mesmo filme em diferentes sites. Para À Prova de Morte, por exemplo, me deparei com diferentes fichas técnicas em que alguns o definiam como suspense, outros ação ou ainda terror. Mas a definição mais justa foi a que criou um novo e único gênero: Quentin Tarantino. O cara tem um estilo tão próprio que merece mesmo que seus filmes sejam enquadrados em um gênero com seu nome. Qualquer outra deinição soaria rasa para o cinema tão completo e original de Tarantino.
Esta semana, depois de sonhar longamente com o próprio diretor, que no sonho, dirigia perigosamente seu carro comigo na carona, assisti à sua última obra que chegou ao Brasil, À Prova de Morte. Mesmo tendo sido lançado em 2007, o filme chegou por aqui somente este mês, devido ao insucesso que teve em seu país de origem. Realmente não entendi este fato, porque Tarantino é Tarantino. Quem gostou de um de seus filmes, não tem como não gostar de outro... De todos os outros. E À Prova de Morte é isso, uma mistura de suspense com ação e um pouco de terror, diálogos afinados, trilha sonora incrível (a qual não consigo parar de ouvir desde que assisti o filme), acrescidos de porções de homenagens ao que o diretor admira no cinema. Sem mais. O cara que disse que não frenquentou a escola de cinema, mas sim, o cinema, é gênio incontestável. Assita À Prova de Morte e comprove, pois, repito, Tarantino é Tarantino!
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Lisiane de Assis
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16:28
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Entrevista com a Damn Laser Vampires
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| Fotos: Divulgação |
Outra coisa que me chamou atenção foi o tom do vocalista (e guitarrista), Ron Selistre, grave e soturno, em algumas músicas, bem de acordo com o visual da banda, vestidos de preto e a guitarrista, Francis K, na pele de Mulher Gato. O trio composto por, além de músicos, ilustradores, também conta com o baterista Michel Munhoz. Eles têm influência do psychobilly do The Cramps e ganharam uma definição curiosa, dada por Joshua Warfel, do selo Devil’s Ruin: "O trio de punk polka favorito de Satã".
Bem, já que em cinco anos de banda eu ainda não tinha me dignado a ouvir o som deles, agora compenso o tempo perdido com uma entrevista. Segunda-feira mesmo, entrei em contato com a DLV por e-mail e quem me respondeu, gentilmente, foi o Ron Selistre.
Ron Selistre - Surgimos em 2005. A única ideia era tocar a música que queríamos ouvir e que ninguém estava tocando. A sonoridade e o visual vieram juntos, diretamente inspirados pelas coisas que ouvíamos, víamos e líamos.
SB - Vocês mesmos produzem e dirigem seus clipes e criaram o material gráfico do álbum. Esta é uma opção para que tudo o que diga respeito a banda tenha totalmente a cara dos três?
RS - Na mosca. Exatamente isso.
SB - Pelos clipes, percebe-se que vocês gostam de cinema, tanto que já fizeram até um curta-metragem. Em qual vertente do cinema vocês buscam inspiração na hora de fazer os vídeos das músicas? Cite filmes que vocês têm como referência.
RS - Gostamos de expressionismo (nosso clipe "Bracadabro"é inspirado em Robert Wiene), de horror dos anos 80 e das coisas em torno desse universo, principalmente. Alguns filmes, vejamos... "O Gabinete do Dr. Caligari", "O Corvo", "Faster Pussycat! Kill! Kill!", "Fome de Viver", "The Bat"...
SB - Pelo fato de os três trabalharem com imagem e por terem um visual característico, para vocês, qual a importância da parte visual para uma banda?
RS - Visual é tão importante quanto a música. Nem mais, nem menos. Algumas pessoas podem ter um certo pudor em admitir isso, mas nós somos assim e gostamos. Nos atrai tudo que possa acrescentar uma tridimensionalidade à música. Um show de rock é, por definição, uma arte teatral. Música pra nós é como comida, e nós gostamos de servir o prato bem cheio, com vinho, com tudo.
SB - Por que a DLV é o "trio de punk-polka favotito de Satã"? De onde vem essa relação com temas satânicos?
RS - O Joshua Warfel, do selo Devil’s Ruin, que lança os nossos discos nos EUA, foi quem nos deu o título. A relação existe, embora naturalmente não possamos falar muito a respeito. Preferimos que isso fique no terreno do humor. Mas não podemos ser chamados de satanistas. Satanistas são pessoas sem nenhum senso de humor que gostam de trepar com cabras.
SB - Alguns músicos brasileiros que cantam em inglês dizem ter optado pelo idioma por facilitar na composição. Com vocês é a mesma coisa? Já tentaram compor em português alguma vez e não gostaram do resultado?
RS - A nossa sonoridade é influenciada pelo rok original e a origem do rock é inglesa, então é natural que a música já surja em inglês. A única vez que gravamos em português foi pra trilha de "Ainda Orangotangos", em que fizemos versões de Cascavelettes e Atahualpa Y Us Panquis. Mas no caso eram versões, nós não compomos em português.
SB- Como é o processo de composição? Qual é a fonte de inspiração para as letras?
RS - Não tem uma receita, cada música nasce de uma fagulha própria. Um riff, uma batida, algo que a gente faz questão de explorar e desenvolver até virar uma música. Com as letras é a mesma coisa, a única diferença é que aí a culpa é toda do vocalista.
SB - Vocês tiveram seu álbum lançado em alguns países fora do Brasil. Já fizeram shows fora do país? Como é a repercussão do som da banda lá fora?
RS - Ainda não tocamos fora do Brasile, isso deve acontecer quando chegar a hora, Temos admiradores espalhados pelo mundo, o que é uma alegria pra nós, e pór isso recebemos convites e propostas, mas só partiremos pra uma tour gringa quando realmente valer a pena. Hoje é possível que uma banda construa uma base de fãs no exterior sem nunca ter deixado o seu país, acho que disso nós tiramos bastante vantagem.
SB- O que vocês acham da febre de filmes e livros sobre vampiros que brilham que surgiu recentemente? Vocês não têm medo de alguém achar que a banda é fruto dessa onda de vampiros bonzinhos?
RS - Sério, eu nem sei muito bem do que se trata. Sei que é uma moda que as crianças curtem, e tal, mas sinceramente nós não damos a mínima bola pra isso.
SB - O que vocês tem ouvido ultimamente?
RS - Ultimamente temos ouvido “It’s Not Human, It’s Human Trash”, incrível disco de estréia do Human Trash, e “No Sweat”, o novo do mestre Uncle Butcher. Também Stiv Bators, e muito garage-punk dos 60 e 70.
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Lisiane de Assis
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Amizade é um vício
Hoje eu tenho poucos, mas bons amigos. E tenho a impressão de que são os mesmos que irão me acompanhar o resto da vida. Já vejo todos casados e um visitando a casa do outro. Marcando jantinhas, festinhas, viagens. Um apadrinhando o filho do outro. Quero sempre tê-los por perto.
Como amizades verdadeiras nos fazem bem! Feliz Dia do Amigo a todo os meus amigos! Vida longa à nossa amizade!
P.S.: Ainda essa semana estava constatando com o Klaus, que é meu namorado e também um dos meus melhores amigos, que mesmo tendo dois anos de namoro, não perdemos a essência do que nos uniu, que foi a amizade. E isso garante ótimas e longas conversas. Se tornar namorada de um melhor amigo foi a melhor experiência amorosa que eu já tive (e estou tendo), porque pulamos várias etapas, tudo flui melhor, pois já conhecemos bem um ao outro. Eu recomendo! Por isso dedico este texto aos meus amigos e também ao Klaus.
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Lisiane de Assis
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Toy Story está de volta para divertir e rememorar a infância
Depois de 11 anos, Toy Story voltou para rememorar a infância dos antigos fãs do querido cawboy Woody. À primeira vista, o lançamento de um terceiro filme, após tanto tempo desde o segundo, não parece uma boa ideia. Até porquê, dar continuidade a uma mesma hostória, sob o comando de um novo diretor, passa a impressão de que algo vai fugir à essência. Sem contar o detalhe de que, é fato, filmes em trilogia vão perdendo a qualidade aos poucos: o primeiro é ótimo, o segundo decai um pouco e o tericeiro um pouco mais. Porém, quem for assistir os queridos brinquedos do Andy com esse pensamento, pode ter certeza de que se engana.E quem se dá bem com essa união são o expectadores, que ganham um resultado de nostalgia boa da infância e muitas risadas. Ganha destaque um novo personagem que aparece e rouba a cena. É o Ken, o conhecido namorado da Barbie, um metrosexual divertidamente incompreendido. E o velho Buzz Lightyear se torna ainda mais engraçado quando, por acidente, incorpora uma personalidade de amante caliente.
A única ressalva para Toy Story 3 é: não assista em 3D. A sensação da terceira dimensão é, praticamente, inexistente. Para dar uma ideia, as propagandas que antecedem o filme têm muito mais efeito 3D do que o longa inteiro. Isso que eu gosto de animação em terceira dimensão. Mas parece que neste caso o intuito foi pura arrecadação de ingresso mais caro, infelizmente.
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Lisiane de Assis
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01:39
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